It’s Five O’Clock Somewhere: o álbum do Guns n’ Roses que virou estreia solo de Slash

Slash's SnakepitEra uma vez um guitarrista afeito ao uso de Gibson Les Paul’s e cartolas, responsável pelos riffs duma das maiores bandas de rock norte-americanas da virada dos anos 80 pros 90. Após um álbum de estreia fulminante, seu grupo continuou vendendo bem, a ponto de lançar um disco duplo e vender as metades separadamente. A megalomania, todavia, cobrou o preço: dois anos e meio de turnê. Mesmo assim, o rapaz encontrou fôlego, construiu um home studio sobre a garagem de casa, em Los Angeles, e começou a trabalhar nas demos que dariam vida a It’s Five O’ Clock Somewhere.

A ideia original era da-las ao Guns ‘n Roses. Exatamente por isso, Slash chamou os colegas Matt Sorum (bateria) e Gilby Clarke (guitarra base) pra darem um help. Mike Inez, baixista do Alice in Chains, também participou das gravações.

Convencido de que tinha algo bom em mãos, o jovem procurou Axl Rose. Porém, o vocalista fluía noutra vibe naqueles idos de 1994. Cansado do hard rock, ele queria uma sonoridade ao estilo Nine Inch Nails, e rejeitou os bregnáits.

snakepitO guri das seis cordas nem deu bola. Recrutou Eric Dover (músico do Jellyfish) pra soltar o gogó e deu sequência ao projeto, com Sorum e Clarke.

Adelante, o frontman gunner arrependeu-se e requisitou as demos. Tarde demais. Já estavam preparadas pra virem ao mundo sob a tutela Slash’s Snakepit.

Assim, em 14 de fevereiro de 1995, It’s Five O’Clock Somewhere chegou ao mercado. Petardos de primeira qualidade, que poderiam rechear a discografia da outrora banda mais perigosa do mundo. Neither Can I, a primeira do álbum, é claro exemplo de canção cuja voz de Axl Rose é o único elemento que falta pra ser considerada obra do Guns n’ Roses. Nada do Chinese Democracy (aquele) chega tão perto.

Infelizmente, o bagulhets não foi divulgado como devia. A Geffen, também gravadora do Guns, podou o orçamento de turnê do Snakepit, tentando forçar Slash a focar no antigo grupo. Estratégia não muito bem sucedida…

O desempenho comercial foi digno, apesar das más condições de temperatura e pressão: acima de um milhão de cópias vendidas (somente nos States). Prova cabal de que Slashera, com ou sem Axl, tinha lenha pra queimar.

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