Copa do Mundo de 1938 => Cuba entre os oito melhores do futebol

CUBANACOPAAmérica Central e Caribe não costumam protagonizar grandes campanhas em Copas do Mundo. Exatamente por isso, vimos a eliminação costa-riquenha nos pênaltis, diante da Holanda nas quartas de final em 2014, gerar tanto furor no universo boleiro.

Engana-se, porém, quem pensa ter sido este o debute da região no Top 8 de um mundial. Setenta e seis anos antes, Cuba chegou lá. Na base da competência – e um tanto de sorte.

Boicote premia furões

Das 16 vagas disponíveis ao torneio de 1938, duas foram reservadas às Américas, e ficaram com as únicas seleções locais a se inscreverem:

Brasil e Cuba.

O restante do continente, liderado por Argentina e Uruguai, largou os béts em protesto à escolha da França como país-sede da Copa. Fato este que descumpria o acordo de revezamento entre anfitriões europeus e americanos, já que a edição anterior, ocorrida em 1934, se deu na Itália.

Fazendo história na Europa

WORLD CUP-1938-CUBA-ROMANIASem concorrente nas eliminatórias, os cubanos carimbaram o passaporte e estrearam no principal certame do futebol em 5 de junho.

O adversário, Romênia, era franco favorito. Mas o primeiro caribenho a jogar uma Copa não estava nem aí: arrancou um empate por 3×3, em Toulouse, e forçou a realização de uma partida-desempate, quatro dias depois, no mesmo local.

No confronto definitivo, vitória por 2×1. De virada, construída no segundo tempo.

Quartas: fim da linha

À época, o campeonato transcorria inteiramente no sistema de mata-mata. Triunfar na primeira fase, portanto, significava estar entre os oito melhores do planeta. Aí a coisa complicou.

Diante da Suécia, nas quartas de final, Cuba nada pôde fazer. Derrota dilacerante por 8×0, em Antibes, tomando quatro tentos nos últimos 10 minutos de cotejo. Fora o baile.

uniforme cubaMais tarde, o Brasil vingaria o colega furão de boicote, batendo os suecos na disputa pelo terceiro lugar – 4×2, com show de Leônidas da Silva, artilheiro da competição (7 gols).

Os heróis

Héctor Socorro foi o goleador cubano em 38. O atacante protagonizou três (ou dois, dependendo da fonte) dos cinco arremates certeiros da equipe.

No setor defensivo, o destaque ficou por conta da clarividência de Benito Carvajales. Após o empate por 3×3 contra a Romênia, o goleiro comentou à imprensa que os caribenhos ganhariam o jogo-desempate por 2×1. Dito e feito, muito graças à atuação de Juan Ayra – seu substituto àquela tarde.

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