Taça Brasil de 1959 => Bahia vence Santos estelar e se torna o 1º campeão brasileiro da história

bahia 59Em 1959, a Confederação Brasileira de Desportos organizou a primeira competição nacional (entre clubes) do nosso futebol. Disputada entre agosto daquele ano e março do seguinte, a Taça Brasil reuniu 16 ganhadores estaduais e viu Santos e Bahia chegarem à decisão.

A era dourada do Peixe, que chegaria ao ápice na década seguinte, já havia sido iniciada, mas foi o Tricolor quem reivindicou o posto de campeão inaugural da bola tupiniquim.

Início regional

O torneio foi disputado 100% via mata-mata, com as equipes divididas em quatro grupos: Nordeste, Norte, Leste e Sul.

bahia 59 2Os baianos foram colocados no Nordeste, eliminando o oponente de estreia, CSA, sem dificuldade: 5×0 em Maceió e 2×0 em Salvador. Na sequencia, decidiram o título da chave contra o Ceará. Aí, rolou emoção: 0x0 em Fortaleza, 2×2 na Fonte Nova e 2×1 na prorrogação do jogo extra, também no estádio soteropolitano.

Os sobreviventes se cruzaram entre si, Nordeste x Norte, Leste x Sul. No caminho do Bahia, veio o Sport. Primeiro, um triunfo por 3×2 em casa. Depois, um acachapante revés de 6×0 na Ilha do Retiro. O regulamento ignorava saldo de gols, e o escrete vermelho, azul e branco seguiu adiante ao bater o Leão por 2×0, no confronto desempate. No mesmo palco onde tomara a goleada, aliás.

Flamengo x Vasco, 33 negativos 6x6 cm PB acetatoCalando a Cruz de Malta

A vaga nas semifinais estava garantida. Vasco da Gama e Santos, triunfantes no Cariocão e Paulistão de 1958, respectivamente, entraram direto nesta fase. Ao clube baiano, designou-se o Cruzmaltino como adversário.

Os duelos foram acirradíssimos. Se o Tricolor começou ganhando no Maracanã por 1×0, o Alvinegro devolveu na mesma moeda, aplicando um 2×1 em Salvador. Na prova dos 9, na Fonte Nova, outro placar mínimo. Desta vez, favorável ao mandante.

Finalíssima no Maraca

A nível regional, todos conheciam o poderio baiano. O país, contudo, concentrava o olhar nos times de Rio e São Paulo. Pra quebrar esta barreira, não havia adversário melhor do que o Santos na decisão.

Tal qual nas semis, mandos de campo foram pouco relevantes. Na Vila Belmiro, em 10 de dezembro, 3×2 Bahia. Na volta, 20 dias adiante, 2×0 Peixe.

bahia 59 4Em virtude das excursões santistas, o jogo definitivo foi adiado e rolou apenas em 29 de março de 1960 – aniversário da cidade de Salvador. O palco não poderia ser mais propício pra receber o primeiro campeão nacional: o Maraca. Pelé ficou de fora, graças a uma operação nas amígdalas e problemas físicos.

Mesmo sem o guri, que anotara um tento em cada final anterior, os paulistas saíram na frente aos 27 minutos, com Pepe. Dez minutos depois, o lateral Vicente cobrou falta e deixou tudo igual e, nos acréscimos da etapa inicial, o atacante Léo virou o placar.

No segundo tempo, o meia Alencar ampliou a vantagem, aos 21. Aí não teve jeito. Mauro, Zito, Pepe e Coutinho tiveram de se contentar com o vice imposto pelo Tricolor de Aço.

Curiosamente, o detentor do caneco não contou com seu treinador, Geninho, no cotejo derradeiro. Ele acumulava o cargo de delegado, razão que o afastou algumas vezes do comando técnico. Coube ao argentino Carlos Volante substituí-lo na hora da glória.

Abaixo, um vídeo bem bacana com detalhes da conquista do Baêa:

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