Contos e afins => A imparcialidade objetiva do escritor do juízo final

juízo finalCom o lápis da indiferença, qualquer história ganha contorno verossímil, praticamente real. O autor não toma dores, nem partido usual.

Mas não pense que é assim, objetividade congelada, pragmática, contratual. Afinal, o que se aprende na universidade tem mais afinidade com a ditadura do que com o tempo atual.

Tempo, tempo, tempo.

Segue o vento no papel.

Ei você, de olho azul, o que que foi que aprendeu? Influência forçada assim na Terra basta, leva à luz, mas no Céu ao breu.

Não fique bravo. O escritor só anotou o que você leu. Não é ele quem comanda o jogo o qual você perdeu.

Tempo, tempo, tempo.

Segue o vento no papel.

Sede mata, sedentária, arruína o peão. Sobretudo quando controlada, como é, pela mão da traição.

Poder é droga. Embriaga. Fere e cega o cidadão. Ao ter o nome recitado, vixe, arrogância entra pra não mais sair então.

Tempo, tempo, tempo.

Segue o vento no papel.

O autor já sente o clima da mudança em andamento. Ele sabe que não cabe ao homem julgar as leis do firmamento.

A estrutura terrena, viciada, garante ao um enquanto esquece o cento. Seu final já está chegando, e o papel já esperando o escritor, ali no canto, dar seu depoimento.

Tempo, tempo, tempo.

Segue o vento no papel.

(Enquanto ainda pode).

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