O grupo mais acirrado da história das Copas do Mundo

italia 1994Estados Unidos, 28 de junho de 1994. Primeiros dias de verão no Hemisfério Norte. O calor castiga às 12h30, adicionando e refletindo nervosismo nos rostos dos jogadores em Washington e New Jersey. Itália, México, Irlanda e Noruega, todos têm os mesmos 3 pontos na tabela do grupo E da Copa do Mundo – e o mesmo saldo.

Estamos na última rodada da primeira fase. A Azzurra, como sempre, teve um início de caminhada conturbado. Perdeu na estreia por 1×0, contra Roy Keane e companhia. Depois, diante da Noruega, foi salva por Dino Baggio e garantiu uma vitória também pelo placar mínimo.

O escrete asteca foi outro a sofrer no jogo inaugural, punido com um gol norueguês aos 39 do segundo tempo. Vingou-se no compromisso seguinte, fazendo nos irlandeses aquilo que ninguém mais conseguiria na chave: dois tentos no mesmo cotejo. 2×1.

Intervalo. No RFK Stadium, em D.C., Itália e México zerados. No Giants Stadium, Irlanda e Noruega na mesma. Pros verdes e pro país da bota, tudo certo. Pior ao maior exportador de bacalhau, por ora desclassificado.

O técnico Arrigo Sacchi vai pro tudo ou nada. Saca Casiraghi e bota o atacante Massaro no segundo tempo. E não é que dá certo? Logo aos 3 minutos, o guri abre o marcador e muda a configuração do grupo. A Azzurra assume a ponta, enquanto Jorge Campos, Luis García e García Aspe sentem o aperto da eliminação no peito.

Enquanto isso, na sala de justiça do New York Giants, nada de gol e todo mundo feliz, passando ao mata-mata.

Hora de tirar a tequila da fervura. Se os outros já pensam nos playoffs, Bernal trata de empatar a bodega em Washington e não só evitar a volta precoce pra casa, mas também deixar o México líder.

Fim de papo. 1×1 e 0x0.

Pela primeira vez na história das Copas, todo mundo termina igual num chaveamento: 4 pontos, saldo zero. No critério de gols marcados, porém, temos definições: latino-americanos (3) em 1º e noruegueses (1) fora, em último.

Graças ao triunfo no confronto direto, a Irlanda assegura o 2º lugar e deixa os italianos em 3º, pegando a última das 16 vagas as oitavas de final.

Mata-mata

Quando a porca torce o rabo, a camisa pesa. Do grupo mais acirrado dos Mundiais, somente a Itália tem vida longa, rumando ao vice-campeonato. Flerta loucamente com a morte diante da Nigéria, é verdade, perdendo até os 43 do segundo tempo. Roberto Baggio evita o triunfo africano na bacia das almas e vira o bagulho na prorrogação, decretando o 2×1. Nas quartas, outro drama daqueles, contra a Espanha. É preciso Baggio intervir novamente a dois minutos do fim pra Azurra ir adiante, com outro 2×1.

Os colegas de grupo E caem já nas oitavas. A Irlanda sucumbe ao forte esquadrão holandês: 2×0. O México, pobrecito, para na Bulgária de Stoichkov com requintes de crueldade. Nos pênaltis (3×1), depois do 1×1 em 120 minutos.

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