Sydney, 2000 => O dia em que o vôlei da Argentina deu fim ao sonho olímpico do Brasil

brasil argentina 2000 2A derrota da Seleção Brasileira pra Argentina, na decisão masculina dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, trouxe à memória uma dolorosa lembrança ao vôlei brazuca.

Nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, a base que dominaria o esporte na primeira década do século XXI já estava formada, e encontrou os hermanos nas quartas-de final. Um confronto de tirar o fôlego, digno da rivalidade entre os dois países. Mas com um resultado não muito alegre pra nosotros.

radamés lattariQualidade não faltava aos comandados de Radamés Lattari. Tande, Giba, Gustavo, Maurício, Giovane, Marcelinho, Nalbert, André Heller e Dante, então um moleque de 19 anos, figuravam por lá. Douglas, Max e Kid completavam o esquadrão.

Forte no papel, gigante na quadra. Na primeira fase, a Seleção atropelou geral e perdeu apenas um set em cinco partidas. Com direito a 3×0 em Holanda (atual campeã) e Cuba, principais adversários da chave.

A confiança era tão grande que ninguém cogitava cair logo nas quartas. Ainda mais prum oponente vindo de três derrotas consecutivas.

Pois bem. Chegou o 27 de setembro, e o clássico sudaca aconteceu.

Tudo começou do jeitinho que a gente gosta. Maurício levantando certinho as bolas de meio, Giba e Gustavo sacando como se não houvesse amanhã e o primeiro set fechado num fácil 25-17.

brasil argentina 2000Aí o caldo engrossou. A Albiceleste diminuiu os erros e neutralizou Dante. Weber encontrou no lendário oposto Milinkovic um porto seguro e os milongueiros viraram o placar: 25-21 e 25-19. De repente, o alerta da superstição se acendeu:

Será que os revezes na disputa do terceiro lugar em Seul (1988) e na estreia em Atlanta (1996) ganhariam companhia?

O Brasil acordou. Marcelinho substituiu Maurício e abrimos 23-21 no quarto set. O pessoal do outro lado, porém, não quis tiebreak. Empatou a bodega em 24-24, cresceu e fez 26-25. No ato derradeiro do cotejo, Dante ficou no bloqueio e os caras passaram a régua em 27-25. 3×1.

Do mesmo jeito que Mari ficaria estigmatizada na queda feminina pra Rússia, nas semifinais de Atenas (2004), sobre os ombros de Dante recaiu a responsabilidade pelo improvável insucesso. Pra sair do inferno pessoal, ele teria que esperar a chegada de Bernardinho, um ano depois.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s