Contos e afins => Vendaval

vendavalVendaval, vendaval, vendaval. Fenômeno maravilhoso desta vasta natureza. Onde você está?

Pois eu, que tanto soube um dia e modesto confesso sou, não sei mais o que fazer pra poder evitar meu fim.

Baita tempo já se passou, e mesmo assim. Mesmo assim largado, jogado, destroçado lugar. Tão vazio desde então ficou.

Vendaval, vendaval, vendaval. Versão literal da transformação primal e dilacerantemente impiedosa. Me diz, onde você está?

Sinceramente, não sei mais o que fazer pra poder me salvar.

Desde então, existo só na negação. Dias passam no filão da imensidão do vão, e cada, cada mentira daquelas deslavadas desalmadas que tanto repeti em anos impunes, rebate cármica e cosmicamente bem na minha própria mão.

Sempre, nunca, pouco faz. Entender o sentido é algo que bem longe passo, embora esforce à vera antes de ir embora.

Se já é tarde pra recomeçar?

Não, nem é. Mas como proceder com o passado, este bastardo, que insiste em a cada insegurança voltar? Errar é humano e compreender não poder me dar ao luxo de fazê-lo, após cansativo embate, infelizmente pouco ajuda a me tornar bólido.

Vendaval, vendaval, vendaval. Avassalador e trazedor de novidades queira queiramos ou não. Esfolo joelhos, ponho mãos em atrito, atônito, e contrito pergunto: onde alhos e bugalhos você está?

Adoraria ter alguma ideia, porque admito. Não sei mais o que fazer pra poder deixar o cruel destino a muitas várias milhas milhares de distância.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s