Contos e afins => Questão de saúde pública, na visão de um pessimista

orvalhoSabe a alegria oriunda dos dias de chuva veraneia? Cheiro de grama molhada, penetrando pulmões e espalhando harmonia quadra a quadra?

Já nem lembro mais.

De planta, só sei da do pé. Coça louca e mente, tal qual ombros, pescoço, costas e peito, invadidos a cada segundo por novos calombos. Novos e cretinos. Sequer dão ao trabalho de avisar quando – e se – irão embora.

Garganta vive e urra, sangra rosa amigdalena. Nem Saara tão seco está, implorando pelo ô e dois agá. Respiradas longas possibilitam o etéreo visualizar do famoso túnel branco. Vero.

Forte e rica voz ficou perdida restrita no pretérito imperfeito do nem tão passado. Substituída pelo rouco entupido do nariz sofrido, resigna-se agora a emitir igual barulho de sibilo vindo de cada lado do histérico estéreo auricular.

Quebradiça. A pele implora pelo Sol. Pena nada haver de fomento à ação na escuridão da madrugada. Malévola, só faz crescer a fome, que não pode ser saciada visto a falta de infra-estrutura faringite. Posso até sentir a epiglote culpando o PT.

Deus, quer saber? Se sobreviver esta noite, prometo uma parada mui louca:

Parar de exagerar no drama.

E agradecer, descalço, pernoitando assobiando pela relva cidadela, garoa abaixo em pleno setembro.

Cairei novamente doente deste jeito, obviamente. E tudo repetir se vai. Mas isso é papo proutra insone aurora…

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