Copa América de 1993 => O último título da Argentina no futebol principal

copa américa argentinaEslováquia e República Tcheca vão cada uma pro seu lado. Bill Clinton assume a chefia da Casa Branca, pouco antes do primeiro ataque ao World Trade Center. Intel lança o processador Pentium, João Paulo II visita Timor Leste e o Brasil de Itamar Franco rejeita a monarquia.

Assim estava o mundo no início de 1993:

O ano em que a Argentina conquistou seu último título no futebol principal.

Na época, os hermanos vinham de resultados internacionais expressivos. Campeões mundiais em 1986 e vices em 1990, levaram a Copa Rei Fahd em 1992 – encarnação inaugural da Copa das Confederações, ainda fora do jugo da Fifa – e, em 24 de fevereiro, levantaram o Troféu Artemio Franchi**.

Aí veio a Copa América do Equador.

copa américa argentina 2Posta no Grupo C, a Albiceleste não teve vida fácil. Venceu a Bolívia na estreia por 1×0 (gol de Batistuta) e empatou por 1×1 com México e Colômbia. Garantiu-se no mata-mata de forma invicta, mas em segundo, atrás dos cafeteros.

Nas quartas, encarou o Brasil de Carlos Alberto Parreira e viu a cara da morte mais viva do que nunca. Müller abriu a contagem aos 37 do 1º tempo e a Amarelinha dominou boa parte do cotejo. Leo Rodrígues, sacado do banco pelo treinador Alfio Basile, substituiu Basualdo e salvou a lavoura, acertando potente cabeçada aos 24 da etapa complementar.

Perdemos mais chances, um pênalti a favor da Argentina passou batido pela arbitragem e o 1×1 persistiu até o fim do tempo normal. Nas penalidades, Goycochea parou Boiadeiro e nos mandou de volta pra casa.

E quem disse que o sofrimento tinha acabado? Nas semifinais, o roteiro se repetiu diante da Colômbia. Igualdade sem gols nos 90 minutos, seguida de Goyco defendendo a cobrança de Aristizábal, nas alternadas.

O bi da Copa América estava logo ali, e o adversário na finalíssima foi o México. Atravessada por ter vencido só um dos cinco cotejos na competição, a Argentina pisou no Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil, querendo consagração.

copa américa argentina 4Batistuta também. Depois do gol na estreia, o guri andava brigado com as redes. Encerrou a seca aos 18 do 2º tempo, ganhando da marcação na velocidade e força, fuzilando no canto direito de Jorge Campos.

Mal deu tempo de comemorar. Quatro minutos adiante, Galindo deixou tudo igual, via penalidade máxima.

Batigol pouco se abalou. Aos 29, recebeu lateral cobrado por Simeone dentro da área, fintou a zaga azteca com categoria e mandou no canto esquerdo. Indefensável e histórico.

Depois de 4 de julho de 1993, os aires seriam menos buenos aos nossos vizinhos. Exatamente por isso, o feito obtido pelos guris abaixo é tão notório.

Goleiros – Sergio Goycochea, Luis Islas e Norberto Scoponi.
Zagueiros – Ricardo Altamirano, Oscar Ruggeri, Fernando Cáceres e Jorge Borelli.
Laterais – Sergio Vázquez, Fabián Basualdo e Néstor Craviotto.
Meio campistas – Darío Franco (cortado), Fernando Redondo, José Basualdo, Diego Simeone, Leonardo Rodríguez, Néstor Gorosito, Gustavo Zapata, Julio Zamora e Alejandro Mancuso.
Atacantes – Ramón Medina Bello, Gabriel Batistuta, Claudio García, Alberto Acosta

**Duelo intercontinental, jogado entre o campeão da Copa América e o da Eurocopa. Foi disputada duas vezes: em 1985 (França 2×0 Uruguai, em Paris) e 1993 (Argentina (5)1×1(4) Dinamarca, em Mar del Plata).    

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