Campeonato Brasileiro de 1996 => O milagre que botou a Portuguesa no mata-mata

lusa 2Domingo, 24 de novembro de 1996. Última rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro.

Internacional, Sport, Goiás, São Paulo e Portuguesa têm chance de garantir vaga aos playoffs. Só dois assentos estão disponíveis, contudo.

Pré-jogo

De todos, o Colorado (35 pontos) é o mais tranquilo. Encara o lanterninha e rebaixado Bragantino, no interior paulista. Vencendo, tá dentro.

lusa 3O Leão da Ilha do Retiro soma iguais 35, mas vive situação oposta: visita o Palmeiras, que luta pela liderança.

Esmeraldino e Tricolor do Morumbi figuram com 34 e não dependem apenas de si. Um afronta o já classificado Grêmio no Olímpico, enquanto o outro vai a Curitiba digladiar com o desinteressado Paraná Clube.

A Lusa, 33, usufrui o pior cenário matemático. Não basta bater a indiferença do Botafogo, na capital paranaense*. É preciso, no máximo, que apenas um dos rivais diretos ganhe.

Pós-jogo

Pois se havia descrentes em Deus junto à torcida rubro-verde, a rodada tratou de derrubá-los.

Mesmo jogando no Couto Pereira, a 410 km do Canindé, a Portuguesa achocolatou o então campeão nacional: 4×1, sem dó nem piedade. Placar que só não foi maior porque o árbitro José Carlos Marcondes encerrou o cotejo aos 38 do segundo tempo, depois de o Fogão ficar com menos homens em campo que o permitido.

Dentre os oponentes, o único a sorrir foi o Goiás. Derrotou o Grêmio por 3×1 e fincou o pé na sétima colocação.

O Sport, tal esperado, sucumbiu ao Palmeiras e levou um sonoro 4×1 no Palestra Itália, enquanto o Internacional tomou um doído e surpreendente 1×0 do Bragantino. Já o São Paulo ficou no 1×1 com o Paranito.

Assim, a Lusa conquistou a oitava e última vaga ao mata-mata do Brasileirão, onde eliminaria Cruzeiro (melhor campanha da fase inaugural) e Atlético-MG, arrancando rumo ao vice-campeonato.

*A Portuguesa perdeu três mandos de campo e o Canindé chegou a ser interditado à época, em virtude de acontecimentos no empate por 2×2 com o Vitória (4 de setembro). Na ocasião, o juiz Leo Feldman relatou na súmula que a porta do vestiário dos árbitros foi arrombada e ele e os auxiliares sofreram agressões.

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