Contos e afins => Carcajus

carcajusSe o triunvirato torto errado de rachaduras à parede falasse, pouco se sabe o que diriam.

Defensoras da família tradicional, talvez? Observadoras ao leste, sem vontade de se juntarem ao todo central? Poderiam ser, bem presumo.

Transparente tal nunca, a garrafa d’água no centro da sala não gosta do meu estilo. Folga demasiada é demais pra suas marés microscópicas.

Ou seria minha consciência muito pesada?

Cansei de beber, não faz mais sentido. Todo mundo gosta, todo mundo quer, loucos por um escape. Escape que não vem. Nem nunca virá.

Invejo no fundo o joão-de-barro, preso no quadro, livre no espírito. Exato contrário, não sei o que faço.

Ah, canseira danada… Basta apoiar a cabeça pra trás, o trio rachadura dura volta à vista. Estático, inexato. Certo de tudo, feliz por ser errado.

Mas o que carcajus me falariam, se pudessem? Adoraria saber.

Que que acha, garrafa d’água? Opa, melhor perguntar pra outro.

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