Luizão e Amoroso: a dupla de ataque que fez o Guarani sonhar com o bi no Brasileirão de 1994

guarani 94Enquanto o Brasil se acostumava com as notas de real, Campinas foi tomada pela esperança. Quer dizer, a metade alviverde dela.

Dois pratas-da-casa comandaram o setor ofensivo do Guarani, fazendo gols a rodo e protagonizando partidas memoráveis: Luizão e Amoroso. Com eles, o Bugre alcançou o 3º lugar no Campeonato Brasileiro de 1994, parando apenas no Palmeiras da Parmalat.

Os olhares ao Brinco de Ouro da Princesa ficaram mais atentos um ano antes, quando o time terminou o Brasileirão em 6º. Luizão, então com 18 primaveras, participou da campanha. Mas o destaque era Djalminha, eleito pela revista Placar com o prêmio Bola de Prata na posição de meio-campista.

Pois bem. O clube estreou no Nacional de 94 vencendo o Cruzeiro (2×0), e Amoroso debutou. Completara 20 anos havia pouco mais de um mês. Virou titular.

Reserva à época, Luizão logo mostrou ao treinador Carlos Alberto Silva que seu lugar era ao lado do novato. Que diga o Santos, vítima do raro entrosamento da dupla em 27 de agosto: 4×0, dois gols de cada, pela 1ª fase.

Djalminha rumou ao futebol japonês e deixou o protagonismo nas mãos dos jovenzinhos. E eles não decepcionaram, conduzindo o Guarani à etapa seguinte.

O ritmo continuou forte e teve até sequencia de invencibilidade – 17 jogos, entre 4 de setembro e 26 de novembro. Vaga aos playoffs obtida de buenas, além da melhor campanha geral.

Nas quartas, o São Paulo de Telê Santana deu trabalho. Venceu o duelo de ida por 1×0 no Morumbi e obrigou o Bugre a triunfar na volta pra sobreviver. Dito e feito: 4×2, tendo Luizão deixado sua marca.

A história sugeria um final feliz, até vir a reviravolta. Amoroso se contundiu contra o Tricolor e não se recuperou a tempo de disputar as semifinais. Aí ficou impossível superar o Palmeiras.

Os comandados de Vanderlei Luxemburgo se impuseram tanto no Pacaembu (3×1) quanto no Brinco de Ouro (2×1), sedimentando a trilha ao título.

Seleção do campeonato com três bugrinos

Se por um lado o caneco de 1978 permaneceu solitário na sala de troféus campineira, por outro o verde e branco pôde se orgulhar. Amoroso sagrou-se artilheiro do Brasileirão ao lado de Túlio Maravilha (Botafogo), com 19 gols, e ganhou a Bola de Ouro da Placar, considerado o melhor atleta do certame.

Luizão e o zagueiro Jorge Luís também foram homenageados pela revista, recebendo a Bola de Prata e integrando o dream team do torneio.

Abaixo, a Seleção completa montada pela Placar em 94:

guarani 94 2

 

 

 

 

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