David Gilmour emociona Curitiba combinando novidades e sucessos do Pink Floyd na Pedreira Paulo Leminski

david gilmourA guitarra soberana. As músicas novas, mais impressionantes ao vivo do que em estúdio. Os solos do saxofonista João Mello, de volta à terra natal. O arsenal de hits do Pink Floyd.

Com ingredientes assim, não é difícil entender como David Gilmour fez 22 mil adultos plenos se emocionarem genuinamente em Curitiba, na noite de 14 de dezembro de 2015.

O rapaz subiu ao palco da Pedreira Paulo Leminski numa pontualidade britaníssima – 20h, tal qual o combinado – mas demorou a engrenar. Cometeu alguns deslizes guitarrísticos na etapa inicial, até pegar no tranco e mandar bala com feeling pra dar e vender.

Ao longo de quase três horas, Gilmarzinho arriscou “obrigados” aqui e ali, e até puxou um happy birthday to you em homenagem a membro do staff da Rattle That Lock World Tour. A plateia mostrou sintonia e estendeu a celebração, cantando parabéns também em português (baita rima, né).

Novidades chamam atenção

foto (23)O cancioneiro da antiga banda do guri teve maior resposta junto ao público (Wish You Were Here, Shine on You Crazy Diamond Comfortably Numb, principalmente). Porém, foi o repertório solo de Rattle That Lock que me arrebatou.

Das 10 faixas do recém-lançado álbum, sete estiveram no menu da Pedreira. Faces of Stone, o jazz cativante de The Girl in the Yellow Dress e o solo final de Today foram o ponto alto, magníficas.

João Mello

O saxofonista da supporting band merece um capítulo especial. Em Money, Us and Them Shine On You Crazy Diamond, ele performou solos de cair os butiá do bolso. E olha que não é fácil agradar aos exigentes fãs de Pink Floyd…

Dave aproveitou a vibe positiva de João e brincou, dedicando The Girl in the Yellow Dress (outra detentora de solo mortal, aliás) à mãe do jovem paranaense.

Além do mainstream floydiano

foto (24)Até o órfão xiita do fluido rosa teve vez na penúltima etapa brazuca da turnê sulamericana de Gilmour.

Astronomy Domine, do LP de estreia The Piper at the Gates of Dawn (1967), foi tocada e remete ao psicodélico período em que o falecido Syd Barrett dava as cartas.

Fat Old Sun, baladinha frequente nas apresentações do mancebo e integrante de Atom Heart Mother (1970), também ganhou vida.

Do Floyd pós-Roger Waters, apareceram Sorrow, de A Momentary Lapse of Reason (1987) Coming Back to Life, do The Division Bell (1994).

Setlist

  1. 5 A.M.
  2. Rattle That Lock
  3. Faces of Stone
  4. Wish You Were Here (Pink Floyd)
  5. A Boat Lies Waiting
  6. The Blue
  7. Money (Pink Floyd)
  8. Us and Them (Pink Floyd)
  9. In Any Tongue
  10. High Hopes (Pink Floyd)
  11. Astronomy Domine (Pink Floyd)
  12. Shine On You Crazy Diamond – pts. I-V (Pink Floyd)
  13. Fat Old Sun (Pink Floyd)
  14. Coming Back to Life (Pink Floyd)
  15. The Girl in the Yellow Dress
  16. Today
  17. Sorrow (Pink Floyd)
  18. Run Like Hell (Pink Floyd)
  19. Time (Pink Floyd)
  20. Breathe – reprise (Pink Floyd)
  21. Comfortably Numb (Pink Floyd)

PS => Não posso deixar o preço dos ingressos passar batido. As entradas variaram abusivamente entre R$ 296,80 e R$ 1.478,40. O cara é bom, o show é maravilhoso, mas não dá. Fã nenhum merece pagar tudo isso pra ver um ídolo.

(Fotos: Guilherme Mattar)

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