França, 1982 => o exemplo europeu de futebol ofensivo na Copa do Mundo

frança copa do mundo de 1982Quando se fala na Copa do Mundo de 1982, o Brasil de Falcão, Zico, Cerezo e companhia logo salta à mente como sinônimo de jogo bonito. Mas se engana quem acha que apenas a Canarinho brilhou nos campos espanhóis.

Capitaneada por Michel Platini, a França driblou a desconfiança inicial com uma pelota convincente, e por muito pouco não decidiu o título com a Itália.

O começo da campanha teve tensão. Logo na estreia, uma derrota por 3×1 pra Inglaterra deixou os Bleus enrolados no Grupo 4. Mesmo assim, a classificação foi garantida, graças ao 4×1 aplicado no Kuwait de Carlos Alberto Parreira e ao 1×1 diante da Tchecoslováquia.

Passado o susto, a vida melhorou. Na segunda fase, posta ao lado de Áustria e Irlanda do Norte no Grupo D, a ofensiva francesa sobrou à base de leveza, visão apurada e toque de bola.

Vitórias por 1×0 (AUT) e 4×1 (NIR) catapultaram a orquestra de Platini às semifinais.

Aí apareceu a Alemanha Ocidental.

Atual campeã europeia e bi mundial, a seleça teutônica abriu o placar em Sevilha aos 17 minutos, com Littbarski. Plat10 empatou de pênalti aos 26, e a bodega terminou 1×1, com direito a entradas duras do goleirão Schumacher nos oponentes tricolores.

Esta abaixo, por exemplo, custou três costelas e um par de dentes a Battiston. E o juizão nem tchum.

Na prorrogação, a França botou o pé na porta e abriu 3×1 em oito minutos – primeiro com Trésor, aos 92, e depois com Girèsse (98).

Sentindo a água bater na parte baixa, o técnico Jupp Derwall botou em campo o craque Rummenigge (preservado no tempo normal por não estar bem fisicamente) e viu o pupilo diminuir a desvantagem aos 102.

O gol recolou os caras-que-praticavam-algo-parecido-com-futebol na parada e, três minutos depois da troca de lado, Fischer deixou tudo igual: 3×3.

Se nem extra time deu jeito, coube às penalidades desempatar o rebú, algo então inédito em Copas. Melhor pros germânicos, que triunfaram por 5×4.

Dois dias adelante, ainda de cabeça inchada, os treinados por Michel Hidalgo perderam também a disputa pelo terceiro lugar, contra a Polônia (3×2).

Posteridade vencedora

Apesar do fim amargo do Mundial, a França teria grandes glórias no futuro próximo. Em 1984, levantaria o caneco da Eurocopa, com Platini sendo artilheiro da competição – 9 tentos.

Michelzinho, aliás, seria premiado com a Bola de Ouro por 3 temporadas seguidas, entre 83 e 85.

Pra completar, na Copa de 1986, os Bleus chegariam novamente no Top 4, tirando o Brasil no meio do caminho.

PS => Um dos “causos” mais sensacionais de 82 rolou na vitória sobre o Kuwait. Quando o placar já apontava 3×1, Girèsse aproveitou posição duvidosa e marcou o quarto gol, provocando a ira do príncipe kuwaitiano Fahad Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah. O rapazinho saiu das tribunas, invadiu o gramado e fez a arbitragem invalidar o tento.

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