Brasil de 1970 x Holanda de 1974: quem venceria?

brasil 70 x holanda 74Dia desses, me peguei assistindo vídeos das Copas do Mundo de 1970 e 1974, e uma inevitável dúvida veio à tona: no hipotético duelo entre o Brasil tricampeão e a Holanda capitaneada por Johan Cruyff, quem ganharia?

Aceitei o desafio e imaginei minuciosamente, ponderando quem levaria vantagem sobre quem em aspectos-chave do épico confronto. Confira abaixo o resultado.

A TESE

Seria um cotejo marcado por disposição e fôlego. Rinus Michels teve só duas semanas pra treinar o Carrossel Holandês antes do torneio da Alemanha Ocidental, mas seu time sobrava fisicamente. Já os comandados por Mário Jorge Zagallo trabalharam 21 dias acima dos 2.000 m de altitude em Guanajuato, aprendendo a lidar com as adversidades do México.

holanda 1974A Orange sobressairia na marcação, pressionando a saída de bola brazuca e tendo a pelota no pé por mais tempo. À Canarinho, restaria o contragolpe – algo perfeito pra quem tinha Gérson munindo o pelotão de frente com lançamentos longos e precisos.

Eis a chave do negócio: o ataque. O futebol total garantiria aos europeus várias oportunidades, com Cruyff, RepNeeskens Rensenbrink dando nó na zaga (em Brito, pra ser mais exato) e fazendo Félix sujar a camisa 1. A agudez brasileira na transição, porém, daria calafrios aos caras.

Sempre que desse o bote, a Seleça de pronto acionaria o quadrado mágico – Jairzinho, Rivelino, Pelé e Tostão. Aí, meu amigo… Finalização. Não importa de onde, se por jogada individual do Furacão pela direita ou em tabelinhas penetrando a área, algum destes craques iria arriscar.

CONCLUSÃO

brasil 1970Dada a diferença de talentos (vários no Brasil, solamente Cruyff na Holanda), acho que os tricampeões triunfariam. Contudo, a diferença de saldo seria pequena, provavelmente um golzinho.

Certo é que teríamos bastante balançar de limoeiro. Pela facilidade com que as duas seleções arrematavam, e também pelas limitações dos arqueiros. Tal qual Félix, Jongbloed tinha estatura baixa (1,79m), além de atuar extremamente adiantado, como líbero. Mesmo bem marcados, nossos atacantes iam aproveitar.

Meu palpite de placar: 4×3 Brasil.

O RESULTADO

Krol abre o marcador logo no comecinho, aproveitando espaço deixado pelo lateral-direito Carlos Alberto numa subida de contra-ataque. Viramos na segunda metade da etapa inicial, com Jairzinho, Rivelino (de falta) e Pelé. Neeskens desconta cobrando pênalti.

No segundo tempo, os laranjas vão pro tudo ou nada e rapidamente tomam o quarto de Pelé, após ligação direta de Gérson. Cruyff então chama a chincha e, liso que só, completa cruzamento e diminui nos 15 minutos derradeiros.

pelé 1970

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