A falsa morte de Friedenreich na Revolução Constitucionalista de 1932

friedenreich“Jogador de futebol morre duas vezes”, apregoa o dito popular.

Primeiro, quando pendura as chuteiras.

Depois, ao bater com as dez.

Diferenciado que só, Arthur Friedenreich descumpriu a velha máxima, tratando de “falecer” uma vezinha mais.

A esticada extra de canelas rolou em 1932, meio à fervilhante Revolução ConstitucionalistaEl Tigre pausou a carreira pra lutar ao lado do exército paulista e, segundo várias emissoras de rádio e jornais de São Paulo, expirara em combate.

O país inteiro ficou de luto.

Donde tiraram a estória só Deus sabe. Coube à Rádio Record jogar panos quentes e revelar que os sistemas respiratório e circulatório do galalau ainda funcionavam.

A verdade é que Fried, vivinho da Silva, desempenhou grande papel na resistência ao governo Getúlio Vargas: saltou de sargento a tenente no seu Batalhão Esportivo, comandando uma frota de 800 atletas. Além disso, serviu como “puxador” de alistamentos, conclamando pessoas comuns e desportistas a pelear.

Voltou aos gramados passada a guerra e atuou até 1935. O encontro com o divino, o real mesmo, só rolou mui depois: setembro de 1969.

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