Eliminatórias, Copa de 1994 => Argentina passa aperto e quase fica fora do mundial dos EUA

argentina-1993-2É raro vermos os hermanos correndo perigo real de não se garantirem numa Copa do Mundo, principalmente depois que o sistema por pontos corridos foi adotado pela CONMEBOL nas eliminatórias. Às vezes, contudo, a porca torce o rabinho.

Na contenda rumo ao mundial de 1994, a Argentina encarou dureza ainda maior que o Brasil de Parreira, precisando recorrer à repescagem pra assegurar seu quinhão.

O momento albiceleste era excelente quando a corrida aos EUA começou, em agosto de 1993. Menos de um mês antes, conquistaram o bi da Copa América e tinham geração capaz de fazê-los sonhar alto – mesmo sem Maradona (que voltaria na reta final) e Caniggia, pegos no doping.

Posto num grupo ao lado de Peru, Paraguai e Colômbia, bastava ao esquadrão de Alfio Basile liderar a chave pra sorrir. Tarefa aparentemente dibas após duas vitórias logo de cara: 1×0 no Peru e 3×1 no Paragua, ambas fora.

Roubasse pontos dos colombianos em Barranquilla e pronto. Podia tocar o returno na banguela.

Só faltou combinar junto aos cafeteros, que levaram a melhor por 2×1 e assumiram a ponta.

Novo triunfo sobre os peruanos (2×1) e empate sem gols com los guaraníes adelante, lá foi a Argentina receber o grande escrete de Francisco Maturana no estádio Monumental. Àquele 5 de setembro, o mandante tomou uma das saraivadas mais antológicas da história do futebol sudaca, ficando não apenas sem vaga direta à Copa, mas também por um triz de perder o direito à chance-extra.

argentina-1993

Peruanos e paraguaios ficaram no 2×2 na última rodada sulamericana, em Lima. Tivesse o Paraguai ganho, ele é quem iria à repescagem.

O 5×0 forçou o treinador Basile a mudar peças do elenco – pintaram nomes como o lateral Chamot, o volante Hugo Pérez e os avançados Balbo e Maradona. A intenção era cristalina: recuperar a moral, dar satisfações ao público furioso e espantar a zica no play-off intercontinental contra a Austrália (sobrevivente do qualifying da OFC e de um mata-mata posterior entre Oceania e CONCACAF, vencido do Canadá).

Os socceroos deram trabalho. A ida, em Sydney, terminou 1×1 e o passaporte pra terra do Tio Sam acabou carimbado num magro 1×0, na segunda perna.

Obtido via cruzamento chorado de Batistuta.

Desviado pelo auriverde Tobin.

A última das 24 seleções classificadas à Copa de 94 chegaria até as oitavas de final no certame americano, ceifada pela Romênia de Hagi (3×2).

Abaixo, o time que derrotou a Austrália no duelo decisivo, em 17 de novembro de 1993, e salvou nossos coleguinhas do vexame, no Monumental de Núñez:

Sergio Goycochea, José Chamot, Sergio Vázquez, Oscar Ruggeri e Carlos Mac Allister; Hugo Pérez, Fernando Redondo, Diego Simeone e Diego Maradona; Gabriel Batistuta e Abel Balbo (Gustavo Zapata).
Téc: Alfio Basile.

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