Black Sabbath toca setlist clássico na Pedreira Paulo Leminski, mas quem brilha é a banda de abertura, Rival Sons

sabbath-rival-sonsOzzy não tava legal. Desafinou/perdeu a voz a rodo. Alguém na plateia até soltou um desgostoso “meeeu deus” durante Iron ManGeezer Butler, em contrapartida, manteve a classe no baixo, tranquilão. Já Tony Iommi, inspiradíssimo, tocou sua guitarra com maestria ao longo de 1h40min, num setlist da The End Tour que priorizou o magma da era Osbourne frente ao Black Sabbath.

Inicialmente programada pros pesados ingleses de Birmingham, a noite na cheia Pedreira Paulo Leminski (23 mil de público) acabou sendo, na real, d’outra banda. De Long Beach, Califórnia:

Rival Sons.

rival-sons

Fonte: instagram @jeniferricken

Os norte-americanos arrebentaram no breve show de abertura, começado lá pelas 20h (o Sabbath entrou às 21h). Embasbacante. O rock clássico e ao mesmo tempo moderno deles me fez pensar que, caso o Stillwater (grupo fictício do filme Quase Famosos) existisse de verdade, provavelmente soaria assim nos dias contemporâneos.

Jay Buchanan, o cantor, tem o timbre expansivo perfeito pras arenas. Scott Holiday levanta a guita e mete caras e bocas no palco – meio caminho andado pra se consagrar. Michael Miley é da escola Keith Mooniana de atirar baquetas no ar durante as canções. Dave Beste pratica o deboísmo baixístico e o tecladista Todd Ögren-Brooks é loucão, sempre se mexendo e ostentando uma formidável barba à la ZZ Top.

Abaixo, a lista de faixas performadas neste 30 de novembro de 2016, em Curitiba:

SETLIST RIVAL SONS

  1. Electric Man
  2. Secret
  3. Pressure and Time
  4. Open My Eyes
  5. Fade Out
  6. Torture
  7. Keep On Swinging

SETLIST BLACK SABBATH

  1. Black Sabbath
  2. Fairies Wear Boots
  3. After Forever
  4. Into the Void
  5. Snowblind
  6. War Pigs
  7. Behind the Wall of Sleep
  8. N.I.B.
  9. Rat Salad
  10. (Solo de bateria de Tommy Clufetos)
  11. Iron Man
  12. Dirty Women
  13. Embryo*
  14. Children of the Grave
  15. Paranoid


*Abertura de Children of the Grave. Talvez o fã xiita não considere Embryo de fato, por ser uma versão diferente, com alguns trechos da original.

**Apesar dos pesares vocais, Ozzy mostrou ser frontman de marca maior. Regeu a galera quando Tony solava, mudou graciosamente a linha de apresentação de Iron Man pra “I am rusty man” e nos brindou com a cereja do bolo: num dado momento, levantou a camiseta e depois baixou as calças, salientando a barriga dos justos e o buzanfão.

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