Campeonato Brasileiro, 1996 => Atlético-PR faz grande campanha, chegando às quartas

atletico-1996Antes da consagração em 2001, o Atlético-PR sonhou com o caneco nacional duas vezes. Primeiro, 1983, preocupou o Flamengo de Zico e beliscou a final. Depois, 1996, classificou ao mata-mata e ficou a um golzinho das semi.

Nesta segunda ocasião, o clube ensaiava entrar na sua era dourada, época em que se tornaria competitivo no Campeonato Brasileiro, frequentaria a Libertadores e clamaria o posto de grande força paranaense, na virada da década.

Mas os campeões da Série B de 1995 levaram tempo pra engrenar. Tiveram cinco derrotas nas 10 rodadas iniciais. Até calhar de, num fortuito Atletiba, a situation mudar.

A torcida do Coritiba gritava de zuera o nome de Oséas, que jamais marcara sobre o Verdão até então. Com o cronômetro apontando 48 do 2º tempo e o 0x0 incólume, a sina do atacante parecia persistir.

Só parecia. Pois o citadino penetrou a área rival e anotou, de bico, o tento da vitória rubro-negra. A comemoração escalando os alambrados da Arena da Baixada segue viva no imaginário CAPiano ainda hoje.

O time de Evaristo de Macedo pegou no tranco. Meteu 4×1 no Paraná em seguida e ficou outras 8 giras consecutivas sem revés. Entrosadíssimo, o casal 20 Oséas e Paulo Rink se entendia às mil maravilhas no setor ofensivo.

A BATALHA DAS LARANJEIRAS

Alguns cotejos desse período frutífero ficaram marcados – 2×0 no invicto Palmeiras, 6×2 no Sport, 2×0 no Internacional em pleno Beira-Rio… Sobretudo o 3×2 imposto ao Fluminense, nas Laranjeiras, que rendeu breve momento na liderança.

A irada torcida tricolor tacou objetos no goleiro Ricardo Pinto, ex-atleta do Flu, ainda com bola rolando. Seu colega de posto do lado carioca, Leo, deixou-se levar pelo ambiente hostil e também agrediu-o.

Passado o apito final a barra pesou. Rolou invasão de campo, quebra-pau e Ricardo Pinto sofreu sérios ferimentos na cabeça.

Treta à parte, o Trétis encerrou a fase de turno no 4º lugar, credenciando-se a encarar o xará mineiro, nas quartas, com a vantagem dos results iguais.

Porém o Atlético-MG não quis conversa. Ganhou na ida por 3×1 e se fechou qual pôde na volta, sentando na dianteira. Luís Carlos conseguiu bater Taffarel uma vez, no duelo decisivo. Foi pouco o 1×0. Faltou outro chacoalhar no tetracampeão mundial pra semifinal virar realidade.

A campanha vermelha e preta, 8ª agremiação na classificação geral do torneio, reverberaria na eleição da Bola de Prata da revista Placar. Nela, Alberto embolsaria o troféu como melhor lateral-direito.

CASO IVENS MENDES

ivens-mendesQuando se fala no certame de 96, o caso Ivens Mendes logo vem à tona. A treta consistiu no seguinte: escutas telefônicas evidenciaram um esquema de acerto de partidas. Numa das conversas grampeadas, Mendes, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol (CONAF), pedia R$ 25 mil a uma voz atribuída ao presidente do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia.

Há, nesse diálogo, citação a uma ajudinha diante do Vasco, em encontro pela Copa do Brasil – jogo que rolou em 1997, 3×1 Furacão, no qual Edmundo (referência cruzmaltina) findou expulso pelo juíz Oscar Roberto de Godói.

Outro dirigente veiculado nos grampos foi Alberto Dualib, mandatário do Corinthians.

A explosão deste escândalo gerou a infame virada de mesa que não rebaixou os últimos colocados de 9.6, Fluminense e Bragantino. Ah, o Trétis entrou no Brasileirão seguinte ostentando 5 pontos negativos.

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