Caju => O goleiro do Atlético-PR que foi destaque do Brasil no Sul-Americano de 1942

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(Crédito: Atlético-PR)

Weverton não foi o primeiro goleiro do Atlético-PR a brilhar na Seleção Brasileira. Mais de meio século antes do ouro olímpico na Rio-2016, outro baita rubro-negro burlou o bairrismo e fez bonito sob as traves nacionais: Caju.

Irmão de outro quíper, Alberto, a quem aliás sucedeu no Furacão, Caju viveu uma época difícil no futebol – atingiu o auge nos anos 1940, quando a II Guerra barrou a Copa do Mundo, e foi contemporâneo aos grandes Jurandir, Aymoré Moreira, Ary e Oberdan Cattani.

Bueno, bueno. O maior ídolo da história do Trétis nasceu Alfredo Gottardi, curitibano, 1915. Trazido jovenzinho do Savoia (ancestral do Paraná), tomou a titularidade atleticana em 1933. Ficou no clube até se aposentar, 17 temporadas adiante, com seis estaduais na conta. Às vezes esquentou banco: no título de 1949, por exemplo, o nome da vez era Laio. Mas sempre se manteve influente.

Naquele período o Brasileirão corria entre combinados regionais, e em 1942, depois de mandar bem pela Seleção Paranaense, Caju foi convocado a defender o país no Campeonato Sul-Americano (precursor da Copa América).

O elenco levado ao Uruguai por Ademar Pimenta tinha gente talentosa, que nos ajudaria a terminar o certame em terceiro: Domingos da Guia, Zizinho, Tim, Russo… Porém o destaque pisava onde não nasce grama. O guarda-redes das Araucárias maravilhou tanto os espectadores e jornalistas uruguaios que o apelidaram de Majestade do Arco.

Simples, 1,75m, seguro e preciso nas saídas. Só sete tentos sofridos em seis atuações, numa competição com média de quase 4 gols por duelo. Respect.

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Voltando assediadíssimo a terras tupiniquins, Caju descartou propostas recorrentes do Vasco. Flamengo, Botafogo e Peñarol também tentaram. Em vão.

Ele fincou pé mesmo em Curitiba. Decisão que o tornou imenso no Joaquim Américo, contudo matou sua projeção na futura Amarelinha. Lembrado a princípio pelo treinador Flávio Costa ao Sul-Americano seguinte, 1945, acabou cortado (sabe God why) e viu o palmeirense Oberdan dominar os postes do Brasa vice-campeão.

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