Streaming – a adaptação da economia ao novo modo de consumo

Spotify coloca em prática relação personalizada com o cliente, crescendo a ponto de virar peça indispensável no ramo musical atual

spotify

A internet é o mecanismo mais importante da vida no século XXI. Já são mais de 100 milhões de brasileiros conectados – 58% da nossa população, segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), divulgada em 2016. Quando se fala em música, então, essa realidade fica ainda mais evidente.

Dentre os internautas do país, o Ibope apurou ano passado que 76% consomem música digital, impulsionados principalmente pelo streaming. Empresas deste segmento vem apostando firme na personalização do cliente e obtendo resultados expressivos: em 2015, conforme relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), driblaram a crise e fizeram a indústria global crescer pela primeira vez em 10 anos.

Mas o que tanto estas plataformas fazem pra agradar a clientela?

O Spotify, expoente da área, investe nas playlists temáticas. Percebendo que as canções podem ser ouvidas em qualquer momento do dia do usuário, o serviço criou seleções baseadas não apenas em estilos musicais – rock, pop, acústico –, mas também no cotidiano, estado de espírito e estilo de quem acessa. “Seu astral”, “Sexta”, “Relaxar” e “Para treinar” são alguns exemplos.

Seu algoritmo presta atenção, ainda, a cada nova faixa clicada pelo cliente, recomendando novos sons e reformulando listas pra adaptá-las melhor ao gosto do ouvinte. Sem falar que o internauta pode ver o que os amigos estão escutando, mantendo o caráter de rede social tão bem sucedido hoje no ciberespaço.

Importância além do consumidor

A interação descentralizadora, ao alcance de muita gente, tornou o streaming peça indispensável também às bandas – incluindo artistas independentes, que encontram no meio digital a principal forma de divulgação e não podem se dar ao luxo de escantear tamanho mercado.

Curadorias de festivais levam em conta a presença de grupos nas plataformas digitais, e costumam montar playlists com suas atrações. Alguns eventos importantes como o Se Rasgum, do Pará, chegam inclusive a usar listas de reprodução pra selecionar seu lineup, testando a interação e reação do público com os potenciais candidatos.

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