10 álbuns minimalistas bem legais, focados na simplicidade da voz e violão

violinha

(Crédito: Newmar Peres)

Objetividade é tudo, sobretudo na música. Adotando o lema “less is more”, o It’s not only Rock correu atrás de discos minimalistas, calcados principalmente na voz e no violão dos intérpretes, e elencou os 10 mais legais.

Em certos casos, outros instrumentos aparecem lá ou cá. Mas o lado acústico e simples do bregnáits prevalece.

Confira a lista e dê seus pitacos. A ordem é aleatória:

10. Lucian Araújo – Lucian Araújo

EP bluezeiro de raiz, responsa, como só Lucian Araújo faz hoje em dia. Hora no violão, hora na viola caipira, sempre com o pé cumprindo o papel de baixo e percussão.

9. Bob Dylan – Bob Dylan

Álbum de estreia do prêmio Nobel de Literatura de 2016. Da fase purista e folk de Bob Dylan, contém várias canções tradicionais rearranjadas com auxílio da gaita.

Algumas delas ficariam mais famosas no futuro, gravadas por outras pessoas: In My Time of Dying (Led Zeppelin, 1975), The House of the Rising Sun (The Animals, 1964) e Baby, Let me Follow You Down (repaginada pelo próprio Dylan em 1966, durante suas aventuras elétricas).

8. Positivando – Guilherme Mattar

Auto-jabá na cara dura mesmo, haha. Brincadeiras à parte, realmente acho meu primeiro EP, gravado ao vivo no Teatro Positivo (Curitiba/PR), muito bacana (:

7. The Life Aquatic Studio Sessions – Seu Jorge

Seu Jorge canta David Bowie em português – tal como Pelé dos Santos, personagem que interpretou no longa The Life Aquatic with Steve Zissou (2004). As letras (modificadas) refletem as experiências de Jorge filmando o drama/comédia dirigido por Wes Anderson.

6. Maybelline – John Hammond

Descobri esse albão perambulando pelo Spotify. John Hammond interpreta estandartes do blues com competência ímpar, aliando gaita sazonal e pé percussivo às melodias.

5. O Trovador Solitário – Renato Russo

Conjunto de demos caseiras do líder da Legião Urbana, captadas em 1982. O barato aqui é Renato Russo cantando composições que daria a outros artistas, como Bumerangue Blues (Barão Vermelho), Veraneio Vascaína (Capital Inicial) Anúncio de Refrigerante (também gravada pelo Capital, em disco homenageando o Aborto Elétrico).

Summertime, última da tracklist, foge totalmente à realidade da lista. Foi tirada de um show em 1984, interpretada com Cida Moreyra e executada ao piano. Nossa exceção.

4. Bert Jansch – Bert Jansch

Pensa num negócio elegante. Elaborado através de um violão emprestado e um gravador portátil, o debute de Bert Jansch influenciou bastante gente famosa, dentro e fora do folk. Jimmy Page e Neil Young que o digam.

3. Voz e Violão [No Recreio] Volume 1 – Nando Reis

Quando Nando Reis pegou seus clássicos pop e os reduziu ao básico, o resultado saiu tão bacana que ele bolou um álbum ao vivo assim, em SP. Porreta.

2. The Centennial Collection – Robert Johnson

Box definitivo da obra de Robert Johnson. Tem tudo que o cara registrou, incluindo takes alternativos, que ele tanto curtia.

É incrível perceber como Robert “inventou” Eric Clapton e companhia. Os principais riffs do blues revival britânico já estavam ali, em faixas dos anos 1930.

1. Dois Amigos, Um Século de Música – Caetano Veloso e Gilberto Gil

Fruto da bela turnê que os parças Caetano Veloso e Gilberto Gil promoveram mundo afora. Altos hits, sentimento e domínio pleno do repertório, ao vivo em São Paulo.

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2 respostas em “10 álbuns minimalistas bem legais, focados na simplicidade da voz e violão

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