Brasil x Cuba, anos 90 => A rivalidade mais cáustica da história do vôlei

cuba brasil voleiMarlenis Costa, Mireya Luis, Lilian Izquierdo, Idalmis Gato, Regla Bell, Regla Torres e Ana Ibis Fernández. Durante três olimpíadas seguidas, estas jogadoras de Cuba pisaram no degrau dourado do pódio – proeza que as botou, ao lado de outras mitos sazonais como Magalys Carvajal, na indubitável condição de maior geração da história do vôlei.

Pois bem. Este time se formou nos anos 1980, meio à dicotômica ditadura Castro, e chegou ao auge na década seguinte, reinando nos Jogos de Barcelona (1992)Atlanta (1996) Sydney (2000). Período que coincidiu com o ressurgimento do Brasil na modalidade, o que criou uma rivalidade repleta de causticidade entre nós e elas.

O combustível da treta, segundo as brasileiras, foi a derrota cubana na decisão do Grand Prix de 1994. Este primeiro grande triunfo canarinho provocou mudança radical no panorama: outrora amistosas, as atletas da Ilha passaram a tratar as comandadas de Bernardinho de forma hostil e catimbeira, usando a provocação como coringa dentro de quadra.

Mireya e companhia, em contrapartida, atribuem justo ao técnico verde e amarelo o nascimento da discórdia, já que o deboísmo entre as seleções, na opinião dele, seria nocivo ao foco da sua equipe.

No baita documentário Pátria, os dois lados revisitam a tensão desta época épica, enfatizando o duelo mais emblemático de todos – as semifinais de Atlanta (onde rolou muito bate-boca na rede e Ana Moser e Márcia Fu perderam as estribeiras):

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