Contos e afins => Luana

praia

Com certa indecisão
Luana sabe Deus por quê
Apareceu tão diferente
No balneário de Té 

Chegou no verão
Não sem despertar
Curiosidade à sua volta
De frente pro mar

Luana sempre preto
Calça, sobretudo até
Dinheiro, coisa rara
Abandonou a enseada sem o aluguel quitar

O dia do Juízo
Então aconteceu
O semblante seco e sujo
Do senhorio à falta enlouqueceu

Vez em quando à meia noite
Quando pela praia alguém vem passear
Jura que a corrente gargalha
Luana pelo ar

Hoje, anos além, o senhorio
No julgamento nem tem chance de escapar
Da verdade nem sinal ou testemunha
Então pro júri é melhor encarcerar

Outono lá fora
Vida toda a assoviar
O sumiço de Luana
Faz mesmo os incautos sábios de Té tudo suspeitar

Vez em quando à meia noite
Quando pela praia alguém vem passear
Jura que a corrente gargalha
Luana pelo ar

Imprecisão
O destino é realmente um brincalhão

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s