Contos e afins => Café

café

(Crédito: imagem.biz)

Todos os dias são iguais
Feriado não há mais
A mente viaja a mil
Enquanto a xícara não sai do lugar
Cansada de não cansar

Todos os dias são iguais
Feriado não há mais
O café esfria nos espelhos
Enquanto a garganta, sem pudor
Falha ao sorver o excesso aflito do coador

Todos os dias permanecem
Segundas tais domingos
Manhãs e tardes cuja variação
Se dá pura e apenas
Lá fora, no sopro correndo as folhas arábicas pequenas

Todos os dias permanecem
Segundas tais domingos
Acústicos e pretos
Xucros como expresso tépido
Servido no calor desaforado

Todos os dias vem e vão
Voando calendários, numeração
Levantando o vapor sugestivo
Que pelo ar interroga, pensativo
Quando é que vão afinal
Terminar de tomá-lo

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