Contos e afins => Otimista

george harrison otimistaO meu dente caiu. Minha unha cresceu. A sacola arrebentou e a luz? Copel cortou.

A chaleira tá berrando. A vizinha reclamando. O chinelo anda chiando e a caneta do esboço estourando. Mas eu tô.

Ô se tô.

Tô.

Lerô-lerô.

A garganta arranhou. Aluguel venceu. E o diabo do meu time, pra variar, perdeu.

O danone encareceu. Chave no trinco rompeu. A mulher da minha vida me largou, decidida, por outro abraço na saída. Mas eu tô.

Ô se tô.

Tô.

Lerô-lerô.

Motivo, veja só, não tenho nenhum. Conto piada ao pó – ninguém tchum. Mesmo assim. Sem razão. Com todo porfim descendo no telhadim do verão. Molhando de tinta o corrimão ancião da explicação. Eu tô.

Ô se tô.

Tô.

Lerô-lerô.

Eu tô.

Realmente tô.

Tô.

Otimista.

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