Contos e afins => Sem vergonha

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(Foto: Guilherme Mattar)

Ela fala dele.

Daquela coisa estranha que ele gosta.

Faceira.

Nóiz escuta, resignado. Anos e anos e anos. Tirando a prova real de uma conta que bem sei o resultado.

Negativo.

Ela conta piadas.

Daquelas efêmeras, que ela tanto gosta.

Maneira.

Nóiz escuta, calado. Anos e anos e anos. Buscando nas entranhas algum tipo de graça nessas coisas que todos riem depois do almoço, e não güentam mais ao descalçar o sapato.

Desperdício.

Ela fala dela.

Daquela música nova que ouviu no show indie descolado da banda do momento, que ela tanto gosta.

De soleira.

Nóiz escuta, disfarçado. Anos e anos e anos. Certíssimo do quão fácil seria fazer parte daquela tribo, que nada – nada mesmo – tem a ver.

Comigo.

Aí eu me pergunto:

Tem algum problema nisso tudo?

Bom… Tem, né.

Porque sou sem vergonha.

Apesar do malemar,

Ela ainda escuto.

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