Passion and Warfare => Steve Vai toca disco clássico na íntegra em Curitiba e dribla imprevistos com muito jogo de cintura

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(Foto: Guilherme Mattar)

Quem vê Steve Vai todo soltinho na Ópera de Arame mal sabe o duro que ele deu pra descolar seu lugar ao Sol. Foram anos e anos assombrado pelos guitarristas que sucedeu em projetos marcantes dos anos 1980. Anos e anos comparado a caras, basicamente, incomparáveis.

Veja só. Na banda do mentor Frank Zappa, o fantasma era Adrian Belew. Adiante, ao lado de Dave Lee Roth, recém-saído do Van Halen, seu nome pintava contrastado a Eddie Van Halen. Pra terminar, já no Alcatrazz, o “oponente” atendia simplesmente por Yngwie Malmsteen.

Coube ao segundo disco solo de Steve, Passion and Warfare (1990), ceifar a fanfarronice. Um trabalho aclamadíssimo, sua obra definitiva, que o botou enfim no Olimpo do rock.

Menino Vai manja a importância do álbum. Tanto que decidiu correr o mundo tocando-o na íntegra pela primeira vez ever, na Passion and Warfare 25th Anniversary Tour. Graças a ela é que Curitiba ouve as icônicas Ibanez brancas ressoando na noite quarta-feiril de 7 de junho de 2017.

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(Foto: Guilherme Mattar)

CARISMA ROUBA A CENA

Acredite se quiser, Steve Vai é humano. Sua guitarra desafina, a ponto de ele interromper a faixa Sisters, trocar o instrumento machucado por incessantes alavancadas e voltar ao batente. Sua banda de apoio começa I Would Love To antes da hora, para e retoma. E o som extraído por Philip Bynoe no baixo de seis cordas falha durante curto período.

Imprevistos assim podem arruinar a gig de qualquer cidadão, menos do autor de Passion and Warfare. Porque o cabra esbanja tamanho bom humor que até as interações engraçadinhas com a plateia, vistas antes n’outras cidades brasileiras, calham genuínas.

Ele sacaneia o roadie, tira sarro da barba ZZ Topesca do fã que se aproxima querendo autógrafo, dança, ri, faz pose solando, interage via vídeo com Joe Satriani e John Petrucci, desce do palco no meio do último número e vai pra galera, deixando ávidos celulares tirarem zilhões de selfies… Uma sortuda, aliás, consegue a proeza de bater foto não só com ele, mas empunhando uma Ibanez. Pouco ídola.

Só pra terminar: os artistas cercando Tevinho são excelentes. Além do citado Bynoe, o baterista Jeremy Colson é mito (e provavelmente detém o recorde de tatuagens no corpo humano) e o guitarrista Dave Weiner é deveras classudo. Se rolaram tretas com equipamento tal dito acima, o mesmo não se pode dizer sobre técnica. Lindeza das 21h30 às 23h50.

Pena que nem todos os 1.500 assentos da Ópera de Arame estivessem ocupados. Merecia.

SETLIST

  1. Bad Horsie
  2. The Crying Machine
  3. Gravity Storm
  4. Tender Surrender
  5. Liberty
  6. Erotic Nightmares
  7. The Animal
  8. Answers
  9. The Riddle
  10. Ballerina 12/24
  11. For the Love of God
  12. The Audience is Listening
  13. I Would Love To
  14. Blue Powder
  15. Greasy Kid’s Stuff
  16. Alien Water Kiss
  17. Sisters
  18. Love Secrets
  19. Stevie’s Spanking (Frank Zappa cover)
  20. Racing the World
  21. Taurus Bulba (última parte de Fire Garden Suite)
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