Contos e afins => Dharma

dharma

(Crédito: oneminddharma.com)

Pela luz eletrônica do caderno artificial, li várias
Histórias engraçadas
Anedotas temporárias
Análises exacerbadas e
Realidades assustadoras
Que fizeram o copo parecer, a cada olhada suspicaz, sempre meio vazio

Esta noção, aflitiva e engordativa, foi quebrada
Pela iluminada dádiva suprema do nosso conjunto de dias
Compreensiva
Elucidativa
Além da verossimilhança – real de verdade
Empática
Qual nada mais na cidade:
A alma que habita a Terra há mais idade

A bendita me salientou, coerente
Que a moeda da coisa toda pode ser apavorante
Mas também tem outro lado
Potente
Abrangente
Com igual condição
De tempo
Hora
Propagação

Desde então
Prefiro encarar cada situação no viés céu azul
Em vez da inundação
Bem puxando o bem
Prevenindo eventual chateação

Pois se os deuses capazes são
De matar o cidadão
Um dia após ganhar na loteria, como diz a canção
Da Alanis
Que eu consiga descer do trem descarrilando mesmo
Pulando assustado, correndo pro mato
Uma estação antes

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