5 grandes discos com vocais femininos marcantes

janis joplinDe todos os elementos que constroem um álbum de qualidade, a voz certamente é dos principais. Se um grupo/artista não manja dos paranauês na hora de soltar o gogó – ou não traduz sua individualidade interpretativa via canto -, bau-bau.

No caso feminino isso fica claro. Apesar de hoje ter virado comum encontra-las pelas formações musicais da vida, mulheres liderando projetos continuam chamando peculiar atenção junto ao público. Sobretudo quando mandam bem nos vocais.

A lista abaixo reúne uma pequena amostra de cantoras que gravaram discos espetaculares, os quais ganharam lugarzinho arejado no panteão do som bacanudo deste planetinha.

A ideia é fazer novas edições da lista adelante, contemplando outras épocas, afinal coisa boa não pode andar pouca. Mas por ora é isso ae:

5) Beach Samba (1967) – Astrud Gilberto

A febre mundial da bossa nova já havia passado, o que forçou artistas do gênero a tentarem abordagens diferenciadas. No caso de Astrud Gilberto a saída foi se escorar na orientação pop, o que casou legal com seu canto relax característico, dosado de jazz.

4) Lady Soul (1968) – Aretha Franklin

Catapultada pela bonança do single Respect um ano antes, Aretha Franklin já voava em céu de brigadeiro quando brindou a Terra com este clássico do soul e R&B. A bolacha é basicamente uma coletânea do feeling, recheada de hits inapeláveis como Chain of FoolsPeople Get Ready(You Make Me Feel Like) a Natural Woman e Groovin’.

3) Elis: Como e Porque (1969) – Elis Regina

A discografia de Elis Regina é tão rica que vários LP’s dela passam batido, eclipsados pelos criticamente aclamados trabalhos dos anos 1970. Elis – Como e Porque apresenta a cantora se aproximando da maturidade musical, influenciada pela bossa mas a interpretando a seu modo, com mais paixão.

O olho MPBístico se revela afiado na hora de escolher o repertório, que inclui Aquarela do Brasil/Nega do Cabelo DuroVera Cruz, uma baita versão de Canto de OssanhaO Barquinho.

2) Fa-Tal: Gal a Todo Vapor (1971) – Gal Costa

Suavidade. Porrada. Violãozinho MPB. Banda de apoio guitarreira, trabalhada em Jimi Hendrix. Gal Costa incorpora o espírito tudo-ao-mesmo-tempo-agora num dos melhores discos ao vivo da história (e duplo, ainda por cima), dividindo sua partida de futebol particular em dois tempos: o primeiro calmo, acústico; o segundo eletrizante, temperado de vocais tipo Janis Joplin e instrumental tinindo de energia roqueira.

Muito além da consagradora Vapor Barato, Gal merece mérito principalmente por fazer uma mistura improvável dar certo. Porque juntar composições de Roberto, Caetano, Jards Macalé, Novos Baianos e Luiz Melodia né mole não.

1) Pearl (1971) – Janis Joplin

O álbum definitivo. Grande parte da imagem perpassada por Janis Joplin aos mortais do rock vem deste vinil: o groove certeiro de Move Over, o canto a capella de Mercedes Benz, a beleza folk/country de Me and Bobby McGee… Tudo isto provando o quanto Janis ia além dos berros roucos e altos que assombravam audiências nos shows.

Se Hendrix escalou o topo das paradas americanas ainda em vida com Electric Ladyland (1968), Janis não teve a sorte de ver o sucesso de Pearl. A cantora faleceu antes de completar a obra-prima, ficando a faixa Buried Alive in the Blues sem voz, no esquema instrumental mesmo.

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