Contos e afins => Tênis

bolinha de tênis

(Foto: Revista Tênis)

O céu mais roxo que um olho fechado pode ver
As sardas mais densas que um rosto pode ter
As férias mais lentas que um chefe folgado conceber
O trato mais farto que o prato há de comer

A vista cansada que a luz consome
O inimigo esquisito que aos poucos incomoda e depois some
O telhado Leonard Cohen tentando fazer cover de Bring it on Home
À moda Led Zeppelin no plástico período que chove incólume

Qual areia na lente de contato, o pato bate asa e voa
Tal nuvem caindo no sereno, a tábua cai do cavalo à toa
Tal cantor ruim ilhado, chora a música boa
Qual fio sintético preso, a moeda brilha tanto que ecoa

Aí o presida pergunta
Cê concorda ou nem?
Cê diz talvez, mas também
Aí pode ser certeza defunta
Pegando geral de surpresa
Aí não há nada de mais
Cê cogita imaginar
Se fechando o zóio outra vez
Ainda o roxo aparece
Aí o desconhecido floresce

Mas sua voz antes tão vasta
Agora está gasta
Agora desse jeito não basta
Mas melhor é deixar o perfeccionismo procurar outra casta

Molhar a pedra até o furo aparecer
Escrever a reportagem antes do amanhecer
Escrever invertidas pirâmides e quem sabe o ponteiro descer
Molhar a íris até o foco renascer

Qual cover mais interessante que o original, a história não quer final
Tal conceito desfeito, pede o juízo caso rarefeito
Tal comedido termo, adoece do nada o resultado sem menor senso de respeito
Qual variações de linha de base e saque/voleio, a palavra quer que o jogador ignore o fair play e quebre, indubitavelmente, a bolinha no meio

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