10 álbuns minimalistas bem legais, focados na simplicidade da voz e violão (parte 2)

teatro positivo em cores

(Foto: Newmar Peres)

Depois da parte 1, que venha a parte 2!

Eis entonces a segunda leva de discos serelepíssimos, baseados na beleza e intimismo acústicos que o blog tanto gosta:

10. João Voz e Violão – João Gilberto

João Gilberto não lançava trabalho de estúdio havia quase uma década. Aí, em 2000, ele reuniu 10 clássicos da bossa/MPB no seu típico deboísmo, com Camila Pitanga na capa e tudo.

9. The Times They Are a-Changin’ – Bob Dylan

Auge da fase de protesto de Bob Dylan, que reduziu a gaita e focou nas letras fortes, enquanto os EUA viviam turbulências meio à Guerra Fria e a luta pelos direitos civis dos negros.

8. Gilberto Gil ao vivo na Escola Politécnica da USP – Gilberto Gil

Famosa apresentação de Gilberto Gil nos arrabaldes da Universidade de São Paulo, 1973. Além de tocar, o baiano conversa com os estudantes sobre liberdade de expressão, brinca e toca “Cálice” (duas vezes) a pedido da plateia.

Detalhe: Gil tinha outro show a fazer, mais tarde. Mesmo assim, passou horas e horas cantando e proseando na Escola Politécnica antes de partir pro segundo round.

7. Father of Folk Blues – Son House

Crueza e blues à flor da pele. Assim é o influente registro do mestre Son House.

6. Dave Van Ronk, Folksinger – Dave Van Ronk

Os pequenos e insalubres bares do Greenwich Village viram muito artista bom surgir. Entre eles Dave Van Ronk, potente gogó folk da Nova York dos anos 1960. Criador deste baita LP.

5. O Poeta e o Violão – Toquinho e Vinicius de Moraes

Dois gênios num estúdio de Milão, ao vivão, prestando homenagens e decidindo o repertório no ato. Entrosamento, sabe?

Rolam participações especiais de Luis Bacalov (piano) e Sergio Bardotti no finzinho. Mas o grosso da parada, que tem a melhor versão de Canto de Ossanha já feita, consiste na parceria Toquinho e Vinicius de Moraes.

4. Pink Moon – Nick Drake

Melancólico canto de cisne de Nick Drake. Exceção ao piano da faixa-título, não há no full length nada além da voz suave e do violão folk do guri britânico. Brilhante.

3. Chris Cornell: Unplugged in Sweden – Chris Cornell

Basicão, ao vivo na Suécia, 2006. Chris Cornell relê sua obra no Audioslave, Soundgarden e Temple of the Dog, unindo-a a covers desde Michael Jackson a Led Zeppelin.

2. NY 7577 – Ricardo Carneiro

Esse foge um pouco da regrinha, sendo instrumental. Porém se justifica pela tranquilidade dos arranjos, baseados no violão saudoso de Ricardo Carneiro,  relembrando a infância nos States.

1. The Paul Simon Songbook – Paul Simon

Antes da dupla com Art Garfunkel decolar, Paul Simon tentou a sorte na Europa entre 1964 e 1965, fazendo pequenos shows solo e gravando este álbum num estúdio londrino.

Reza a lenda que, embora a tracklist reúna canções fortes como I Am a RockThe Sounds of Silence Patterns, Simon solicitou a destruição das fitas translações adiante. Graças a Deus deu ruim.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s