Wimbledon, 2002 => André Sá iguala recorde brasileiro e alcança as quartas na chave simples masculina

andré sá wimbledon 2002

(Foto: folha.uol.com.br)

Três anos. Muita coisa pode mudar em três anos.

No tênis, então…

Um tenista que jamais passou da segunda rodada de Wimbledon pode chegar às quartas de final. Igualar os melhores feitos nacionais na modalidade simples masculina. Coisa de gente grande.

Porque se Maria Esther Bueno transformou a grama sagrada em quintal de casa, fazendo cinco finais e levantando três troféus (1959-60 e 1964, sem falar nas duplas), a vida dos homens daqui no All England Club jamais foi tão doce.

O primeiro a desgarrar e adentrar o Clube dos 8Armando Vieira, sucumbiu ao sul-africano Eric Sturgess, notável duplista, nos idos de 1951. Dezesseis anos depois, um jovem Thomaz Koch caiu em cinco sets diante do futuro vice-campeão, o alemão Wilhelm Bungert. Fechando a turma, Gustavo Kuerten sofreu na mão de Andre Agassi, que avançaria rumo à decisão em 1999.

Três anos. Muita coisa pode mudar em três anos.

Neste mesmo torneio de 1999, André Sá venceu o primeiro jogo numa chave principal de grand slam. Furou o quali e bateu Leander Paes. Sets diretos. Na sequencia, perdeu pra Karol Kucera e só voltou a sorrir na relva britânica três translações adiante.

andré sá wimbledon 2002 AP

(Foto: AP)

A histórica campanha de 2002 do mineiro, 25 primaveras etárias, começou dura: triunfo no quinto set contra Antony Dupuis (6-3, 4-6, 6-4, 5-7 e 6-3). Ganhou mais tarde do cabeça 31, Stefan Koubek (3-6, 7-6(3), 7-5 e 6-3), e na terceira rodada teve o desafio peculiar de encarar Flávio Saretta.

O compatriota vinha sólido, empolgado por eliminar Thomas Johansson no debute. Ascendia no circuito. Mesmo assim, num confronto de alternâncias, André prevaleceu (2-6, 6-4, 6-3, 1-6, 6-1). Prosseguiu defronte outro tenista jovem, Feliciano López, que jogava sua então melhor temporada. Deixou uma parcial escapar, porém se garantiu vivo anotando 6-3, 7-5, 4-6 e 6-3.

Tim Henman. Cabeça de chave número 4. Inglês. Acostumadíssimo a frequentar segundas semanas de major. Principalmente Wimbledon. Só de semifinais lá, ostentava três. Este foi o oponente de Sá nas quartas.

andré sá x tim henman wimbledon 2002Tratou-se de um duelo complexo, não apenas pela importância – também pelo mau tempo. Houve paralisação tão logo acabou o game inicial. Uma hora até o reinício, quando a torcida embalou Henman a abocanhar o set de abertura (6-3). Mas a falta de visibilidade fez tudo parar novamente. Até o dia seguinte.

A Seleção Brasileira tinha despachado a Inglaterra, coincidentemente, nas quartas de final da Copa do Mundo de futebol, semanas antes. Fato que, aliado ao delay, tornou Sá x Henman ainda mais emblemático no reinício dos trabalhos na Quadra Central.

andré sá wimbledon 2002_Assistido por morangos e chantillys sedentos por revanche, André proclamou pra si o segundo set (7-5), botando fogo na contenda. Porém não resistiu ao favoritismo de Tim, que controlou as parciais consequentes (6-4 e 6-3) e ceifou a mágica ronda do belo-horizontino com um 3×1.

A semifinal se manteria inatingível tanto pra ele quanto aos homens brazucas em geral. Como ainda se mantém neste 2018 pré-grama. Apesar disso, o nome André Sá pode ser encontrado ao lado de Vieira, Koch e Guga por qualquer curioso que pesquisar nossas campanhas no All England Club. O que não deixa de ser sensacional.

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