6 álbuns de jazz fusion legais demais da conta

in a silent way miles davisNão é dos gêneros mais acessíveis. Creem alguns que sua apreciação demande parafusos a menos na cachola do ouvinte. Verdade? Exagero? Fato é que a soma jazz + rock produziu muita música interessante do século XX pra cá.

Selecionei aqui seis trabalhos capazes de atestar tal veredicto, repletos de sons bacanas, inventivos. Os quais ajudaram, cada um de um jeito, a puxar os limites melódicos além do esperado.

As escolhas são puramente pessoais, sem distinção qualitativa entre si. Caso tenha outras predileções, não se acanhe. Confira as minhas e comente abaixo as suas o/

6. In a Silent Way – Miles Davis (1969)

Marco zero do fusion. Não pelo ineditismo (o próprio Miles Davis já sentira as águas experimentais lambendo-lhe as canelas, antes), mas pela importância. A vibe “espacial” das composições e as edições marcadas do produtor Teo Macero influenciaram muita gente, respaldando Miles a ousar mais e mais futuramente.

5. The Inner Mounting Flame – Mahavishnu Orchestra (1971)

Debute pé na porta da banda liderada por John McLaughlin, porta-voz da guitarra neste estilo. Preste atenção no riff norteador de You Know You Know. É coisa de outro mundo.

4. Love Devotion Surrender – Carlos Santana e John McLaughlin (1973)

Terceiro LP da lista, terceiro com McLaughlin envolvido – tem dedo dele em In a Silent Way também. Não é coincidência. O cara é fera, mesmo. Aqui ele une forças com Carlos Santana numa prova de espiritualidade e amor a John Coltrane. Ajudados por seus respectivos conjuntos (Mahavishnu Orchestra e Santana), os dois guitarristas brilham, sobretudo na releitura de Acknowledgement, batizada como A Love Supreme.

3. Hot Rats – Frank Zappa (1969)

Quase todo instrumental. Frank Zappa dá show no aspecto técnico – e no pioneirismo. Hot Rats é um dos primeiros full lenghts a gravar partes da bateria em diferentes canais do estéreo. Algo hoje habitual.

2. Wired – Jeff Beck (1976)

Se a parceria com o produtor George Martin dera tão certo em Blow by Blow, por que não repeti-la na bolacha sucessora? Assim pensou Jeff Beck, elevando o approach e colhendo, desta forma, um fruto mais saboroso.

1. Things We Like – Jack Bruce (1970)

O baixista do Cream gravou o meninão acá quando ainda acompanhava Eric Clapton e Ginger Baker. Anos depois, carreira solo iniciada, o álbum enfim saiu. Forrado de jazz formal e fusion – e John McLaughlin na guitarra, haha -, Jack Bruce surpreendeu quem esperava algo parecido com Songs for a Tailor, seu lançamento anterior, mais creamzeiro.

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