Atletiba – A paixão das multidões => A pedra fundamental da maior rivalidade paranaense, com ares de café da Boca Maldita

foto 1Pense nos cafés da Europa Central. Século XX, pré-estouro totalitário. Boleiros resenhando horas e horas, debatendo e defendendo o estilo fluido, cheio de passes, praticamente uma valsa, com que o Wunderteam da Áustria do craque Sindelar atuava e encantava.

Transponha este clima à Boca Maldita e pronto: tem-se Atletiba – A paixão das multidões. Uma obra que, celebrando os então 70 anos do maior clássico do futebol paranaense, remete a românticos tempos nos quais o profissionalismo andava a passos bastante, bastante diferentes dos que nos habituamos a vivenciar hoje em dia.

Lançado por Carneiro Neto Vinicius Coelho em 1994, o livro esmiúça vários aspectos da história de Athletico Coritiba, temperando o trajeto de ambos com causos que forjaram e alimentaram a rivalidade com o passar dos passares. Tudo escrito num viés oral pertinente à geração dos autores – capaz, por um lado, de estranhar olhos mais internéticos, mas, por outro, digno de botar o leitor imaginando personagens e jornalistas batendo papo no centro histórico curitibano, tomando aquele cafezinho quentinho, esperto, bem de buena.

Cantos de torcida, títulos, cotejos famosos, principais atletas, formações, dirigentes célebres, presidentes, conquistas e campanhas marcantes recheiam as 178 páginas desta que, impressa pela Fundação Cultural de Curitiba, é a pedra fundamental do duo vermelho, preto, verde e branco. Uma boa pedida aos curiosos da nossa bola local, sobretudo os que queiram saber mais do que rolava aqui antes da década de 1990.

PARTE DOIS

foto 2Conversando comigo a um par de dias, Carneiro Neto revelou estar trabalhando, junto a outro jornalista, na continuação de Atletiba – A paixão das multidões. A razão é simples: por ter sido lançado há um quarto de século, o livro deixou de cobrir período significativo da trajetória da dupla.

Nos 25 anos pós-publicação, só pra se ter uma ideia, o Rubro-Negro foi campeão da Série B (1995), da Seletiva para a Libertadores (1999, que lhe valeu a estreia no torneio, na temporada seguinte), do Campeonato Brasileiro (2001), ganhou seu primeiro e único tricampeonato estadual (2000-02) e a Copa Sul-Americana (2018). Além de ter sido vice da Copa Sul-Minas (2002), do Brasileirão (2004), da Libertadores (2005), da Copa do Brasil (2013) e da Primeira Liga (2016).

Já o Coxa conquistou duas Séries B (2007 e 2010), bateu o recorde de vitórias consecutivas na modalidade (24 jogos em 2011) e sagrou-se tetracampeão estadual (2010-13), sua melhor seqüência desde o hexa nos anos 1970. Também voltou à Libertadores após quase dois decênios longe do certame (2004) e bateu na trave da Copa Sul-Minas (2001) e da Copa do Brasil (2011-12).

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