5 bons “álbuns brancos” (além daquele dos Beatles)

Lightning To The Nations diamond head 1980O sucesso do auto-intitulado trabalho dos Beatles de 1968 transformou a música popular – em muitos sentidos. Entrando à posteridade graças a boas canções e ao minimalismo da capa, o LP duplo seria conhecido ao longo dos séculos XX e XXI pelo famoso termo The White Album.

Após o êxito de John, Paul, George e Ringo, vários artistas se aventuraram nos próprios ~~álbuns brancos~~. Algumas vezes chamando-os assim deliberadamente (existe até uma banda de folk dinamarquesa batizada The White Album), outras revisitando a simplicidade da embalagem.

Tomei a liberdade, portanto, de separar cinco destes registros sonoros, os quais considero interessantes. Confira a lista abaixo, xóvem, ordenada sem nenhuma intenção prévia:

5. The White Albun (2004) – TISM

Nomeado assim mesmo, com ‘n’. Trata-se do sexto e último full length da banda australiana TISM, recheado de pop, rock e um humor debochado, típico do grupo. Rola referência a Revolution 9, inclusive, durante Cerebral Knievel.

4. Fleetwood Mac (1975) – Fleetwood Mac

Chamado entre os fãs de The White Album, o homônimo décimo LP de estúdio do Fleetwood Mac dá ao mundo sua versão mais celebrada, radiofônica, com Stevie Nicks Lindsey Buckingham adicionados ao caldo. Daí vêm o clássico Rhiannon.

3. Lightning to the Nations (1980) – Diamond Head

O debute do Diamond Head nasce originalmente numa versão limitada, de capa branca, sem título ou tracklist (apelidada por isso de White Album). Adiante, sua história ganha contornos complexos, com relançamentos, novas capas, e a faixa de abertura reveste-se como o nome definitivo.

Uma gema da NWOBHM, de qualquer modo, dona de coisas como The PrinceAm I Evil?It’s Electric Helpless, tão influentes aos thrashers da Bay Area norte-americana.

2. Weezer (2016) – Weezer

Uma das excentricidades do Weezer consiste em montes de trabalhos auto-intitulados, vinculados cada qual a uma cor. Passadas as eras do Blue Album (1994), do Green Album (2001) e do Red Album (2008), em 2016 é a vez do White Album pintar.

Bem aceito pelos críticos, o décimo filhinho de estúdio dos pop punk/alternativos busca conciliar a maturidade com o som de parte da carreira mais old school.

1. João Gilberto (1973) – João Gilberto

Artistas brasileiros longevos têm tanta gravina que é difícil saber, preto no branco, a cronologia de João Gilberto. Segundo a portentosa wikipédia, contudo, o vinil “psicodélico” do pioneiro da bossa nova é seu sétimo de estúdio – e o mais interessante, do ponto de vista criativo.

João evita produções exageradas, focando num som de percussão mínima. Além disso, o toque do violão revela detalhes tanto hipnóticos, repetitivos, densos, não tão claros nos discos pretéritos.

Dentre os destaques do informal Álbum Branco do baiano estão Águas de Março e a envolvente e intimista Undiú – rara composição própria do rapaz.

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