Coritiba, Copa do Brasil de 1991: o primeiro paranaense a chegar às semifinais

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Observado por Hélcio, Pachequinho tenta se livrar da marcação gremista, no gramado do Couto Pereira. Fonte: Gremio1983. wordpress.com.

Tostão, Chicão e Pachequinho. Em 1989, eles foram do céu ao inferno com a camisa verde e branca. Conquistaram o Campeonato Paranaense, encheram a torcida de esperança no Brasileirão… Mas um controverso rebaixamento barrou-os de, junto a um dos melhores grupos formados no Alto da Glória pós-década de 1970, alçar vôos nacionais mais altos. Dois anos depois, os três ajudaram o Coritiba a novamente realizar grande feito. Na Copa do Brasil de 1991, o Verdão tornou-se a primeira equipe do Paraná a alcançar as semifinais.

O Coxa começou a campanha em fevereiro, dirigido por Levir Culpi, e logo na primeira fase precisou dos pênaltis para eliminar o CSA. Derrotado na ida por 1×0, em Alagoas, deu o troco no Couto Pereira pelo mesmo placar (gol de Chicão), vencendo as penalidades por 3×1 – tentos do lateral direito Cattani, do meia Nardela e do atacante Toninho Cajurú.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Paysandu, e a classificação deu-se mais tranquilamente: 3×0 em Curitiba (dois de Chicão e um de Tostão, logo no primeiro tempo), 0x0 no Curuzu.

Aí veio o Botafogo de Renato Gaúcho, Hugo de León e companhia nas quartas. Mais um placar clássico, em casa, facilitou as coisas, propiciando a classificação com um empate por 1×1 no encontro derradeiro, no Caio Martins. Chicão, Pedrinho Maradona e Ronaldo marcaram na ida; Hélcio na volta.

O Grêmio foi o oponentes das semi. Treinado agora por Sérgio Ramirez, o Verdão desta vez não conseguiu bom placar no Couto. Saiu perdendo, Hélcio igualou, já no segundo tempo, e o primeiro encontro terminou 1×1.

No retorno, não teve jeito. A caminhada coxa-branca chegou ao fim no dia 25 de maio, no estádio Olímpico. O meia tricolor Caio bateu o goleiro Luís Henrique, por cobertura, aos 12 minutos de jogo, decretando o 1×0 que levaria o Imortal à decisão.

Seriam necessários dez anos para o Coritiba voltar a freqüentar a semifinal da Copa do Brasil. Em 2001, o time que tinha Evair, Enílton e Reginaldo Nascimento parou no Grêmio de Tite. Em 2009, outro gaúcho, o Internacional, impediu a Era Marcelinho Paraíba de botar o Coxa na finalíssima – barreira enfim rompida duas temporadas adiante, graças ao último esquadrão verde e branco capaz de incutir sonhos na cabeça da torcida.

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