Os 10 melhores lançamentos da música curitibana na década de 2010

crocodillaAgora que a década de 2010 está chegando ao fim, a onda da nostalgia começa a bater na gente. Somos tentados a analisar, em retrospectiva, os sons do período, e no It’s not only Rock tal febre bateu com tudo.

Listados, abaixo, estão 10 álbuns de artistas e bandas de Curitiba que superaram as expectativas e apresentaram esmero estético capaz de torná-los memoráveis. Alguns até já pintaram em textos anteriores do blog.

Claro que seleções como esta possuem inegável caráter subjetivo. Dizem respeito mais ao repertório de quem as escreve do que de quem as lê. Por isso, pode ser que você optasse por outras coisas se estivesse do outro lado do espectro. Mesmo assim, vale a pena conferir o material aqui juntado, uma vez que tais discos ajudam a elucidar o tipo de influência que fez a cabeça dos músicos nos poentes anos 10.

Beleza? Eis então os eleitos:

10. A Banda Mais Bonita da Cidade (2011) – A Banda Mais Bonita da Cidade

A Banda Mais Bonita da Cidade causou rebuliço em 2011, graças ao sucesso inesperado do clipe de Oração. Na esteira do hit e do carisma da líder Uyara Torrente, o CD de estreia da banda une pop a uma inegável alma indie, escorada em referências como Aos Garotos de Aluguel – composição vinda do repertório da banda cult Poléxia.

9. Lunático (2012) – Tic Tac Joe

Pop rock de primeira qualidade, belas harmonias vocais, violões folk e blues. Estas foram as armas usadas pelo Tic Tac Joe, que inclui na formação a gaitista Indiara Sfair, no seu primeiro EP.

8. Lucian Araújo (2015) – Lucian Araújo

No post 10 álbuns minimalistas bem legais, focados na simplicidade da voz e violão, constam as seguintes palavras – ainda válidas – sobre  este trabalho: “EP bluezeiro de raiz, responsa, como só Lucian Araújo faz hoje em dia. Hora no violão, hora na viola caipira, sempre com o pé cumprindo o papel de baixo e percussão”.

7. Volume Dez (2011) – Uh La La !

Referência da cena independente curitibana, o Uh La La ! misturou em seu full lenght de estreia o humor da new wave com rock alternativo de muita pegada.

6. The Road (2013) – Red Foot

Grande exemplo de rock clássico, de verve blues e southern. Tão bom que ganhou post próprio no blog, em 2016, de onde saíram os seguintes batuques: “a banda curitibana manda bala numa mistura SAGAZ de stoner rock e rhythm & blues, embebida no caldo clássico (e guitarrístico) do rock n’ roll. Pra ninguém botar defeito. Fundado em 2011, o grupo tem um álbum na conta do papa, gravado dois anos después de se juntar – The Road. Coisa fina, viu. Vale a pena conferir, porque não é sempre que vemos coisas cantadas BEM em inglês”.

5. Dawn (2016) – The Shorts

Um ano depois do primeiro EP, Serendipity, a The Shorts refinou seu som e encontrou no disco cheio Dawn um norte de clima indie e gótico, pós-punk, temperado com noise e sonoridades alternativas.

4. UM (2014) – Expresso Vermelho

Rock n’ roll de viés indie, pitadas psicodélicas e MPBísticas. UM sucedeu o EP-debute Caos, de 2013, ostentando em CD toda a garra e suíngue do conjunto.

3. Do Desespero Eu Fiz a Paciência (2016) – Farol Cego

Obra-prima da banda, hoje inativa. Elementos progressivos, presentes em lançamentos anteriores, foram lapidados com esmero (e melancolia) neste que é o primeiro e único álbum completo do Farol Cego. Integra – com muitíssima justiça – a seleção de grandes álbuns da humanidade brasileira do blog, e também o top 10 de lançamentos nacionais de 2016.

2. El Rapto (2018) – Cora

Salto quântico em relação ao pós-punk e dream pop do EP de estreia Não Vai ter Cora, de 2017, El Rapto é daqueles discos cuja densidade lírica e melódica toca fundo a alma do ouvinte. Não por acaso, liderou a lista de melhores lançamentos nacionais do ano passado, e ganhou, ainda, post no segmento de grandes álbuns da humanidade brasileira.

1. Crocodilla (2011) – Crocodilla

Um clássico contemporâneo. A dica fora dada em texto de fevereiro de 2018: trata-se, na visão do It’s not only rock, do “debute da melhor banda curitibana de todos os tempos”, infelizmente inativa. Um álbum curto, vigoroso, cujo “som amalgama influências da fase clássica do rock, de guitarras R&B expressivas, ao feeling de garagem retomado pela contemporaneidade. Tudo unido por uma indefectível corda energética, personificada via vocais potentes – tranquilos quando precisam ser, gritados nas horas climáticas”.

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