Sobre themattar

Curitibano, 27 anos. Fazendo música e escrevendo uns negocinhos. Duo Cactos e projeto solo, voz e violão.

“Bota ponta na Seleção, Telê!” => A crítica ao trabalho de Telê Santana no Brasil de 1982

telê santana 1982

(Crédito: ESPN)

O futebol brasileiro dos últimos 30 anos nos habituou às linhas de quatro, ao meio-campo povoado, aos laterais fazendo o corredor e avançando. Mas nem sempre foi assim. Durante bom tempo, a tarefa de ocupar os flancos agudos, ir à linha de fundo e centrar/driblar coube aos pontas. Verdadeiras instituições nacionais.

Telê Santana virou treinador do Brasil justo no período desta transição, em 1980. Procurava ele o equilíbrio entre talento e preparo físico. Um elixir que julgou ter encontrado através do falso ponta – aquele que, escreve Paulo Vinícius Coelho no livro Escola Brasileira de Futebol (ed. Objetiva, 2018), “entrasse em diagonal e jogasse como mais um homem de meio de campo”. Tal qual Telê quando jogador. Continuar lendo

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1001 grandes álbuns desse mundão (parte 16)

john coltrane blue trainDe todas as partes que escrevi da lista por ora (e já foram bastantinhas), talvez esta configure a mais democrática. Ou uma das mais.

Tem ela um quê de jazz hard bop influente. Outro de jazz mais relax. Uma pitada de R&B raiz. Um rock puxado pro psicodélico. Um fusion bacana. MPB. Instrumental. Progressivo. New wave. Hard rock. World Music. Alternativo. Mod. Pop rock.

Enfim, uma boa miscelânea. Bacana de juntar. Bacaníssima de ouvir: Continuar lendo

As 10 melhores músicas desconhecidas do Queen

queen getty imagesA série d’as 10 melhores músicas desconhecidas é das coisas mais divertidas de escrever aqui no blog. Inexplicavelmente, não bolava sequência dela desde novembro do famigerado ano passado. Feio.

Já não era sem tempo de eliminar tamanho fuzuê. Pra tanto, recorri aos sagazes do Queen, cuja vasta obra deixa a tarefa já legal de garimpar raridades ainda mais legal.

Portanto, jovem, taí as minhas eleitas dentre o cancioneiro dos caras. Ah, sempre bom ressaltar: a ordem é meramente ilustrativa. Não reflete critérios qualitativos. Continuar lendo

Chuva

Você sabe como se forma a chuva? Digo, a chuva de verdade, não a famosa balela do vapor condensado? Pois Maurício de Sousa elucidou a questã num gibizão da Turma da Mônica, folheado na infância. Trata-se do lamento de São Pedro (São Paulo?), superado por São Paulo (São Pedro?) nos joguinhos/desafios disputados no reino celestial. Continuar lendo

1001 grandes álbuns desse mundão (parte 15)

joy division unknown pleasuresGosto de reservar a primeira quinta do mês pra postar as novas entranças da listona. Atrasei um pouquinho desta vez. Não ligue. Não foi por mal. Havia apenas outros textos a escrever. Em junho eu volto ao prumo. Quer dizer, vou tentar. Nunca se sabe.

Muito bem. Falemos de música. Agora que me aproximo de 1/3 da tarefa completada, optei por um critério especial. Juntei na parte 15 discos os quais, num passado não tão remoto assim, fiquei horas dias semanas meses escutando. Sem parar mesmo.

A inspiração veio do exemplar da capa. Joy Division nunca foi a minha. Até que, sei lá, o santo bateu e ando ouvindo os caras direto. Sobretudo o Unknown Pleasures, pérola tão influenciadora às bandas de ontem. Hoje. E amanhã. Continuar lendo

Yamandu Costa, Teatro da Caixa, Curitiba => Coisas que lembro do primeiro show que assisti

yamandu costa

(Foto: cwbmania.blogspot.com.br)

Memória é um troço maluco. O tempo passa e o Cérebro fica preguiçoso que só. Tira sonecas existenciais cada vez mais longas. “Lembra aquilo lá?”, você se esforça, aproveitando uma rápida abertura de olho dele – típica de quem só acordou pra remover o excesso de remela. “Leeembro”, responde a massa cinzenta, abafando o bocejo. “Foi massa, né…”. Antes de terminar a frase, lá está o Cérebro virado pro outro lado, roncando alto, de novo, sem revelar maiores detalhes.

Dia desses, por exemplo. Me peguei matutando sobre o primeiro show que assisti na vida. Lembrei do artista (Yamandu Costa). Do local (Teatro da Caixa, em Curitiba). Da circunstância (noitinha). Das companhias (meu pai e minha mãe). Da data, nada. Continuar lendo

Wimbledon, 2002 => André Sá iguala recorde brasileiro e alcança as quartas na chave simples masculina

andré sá wimbledon 2002

(Foto: folha.uol.com.br)

Três anos. Muita coisa pode mudar em três anos.

No tênis, então…

Um tenista que jamais passou da segunda rodada de Wimbledon pode chegar às quartas de final. Igualar os melhores feitos nacionais na modalidade simples masculina. Coisa de gente grande. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém (Engenheiros do Hawaii, 1988)

ouça o que eu digo não ouça ninguém_engenheiros do hawaiiMuitos consideram Humberto Gessinger um poeta do nível de Renato Russo e Cazuza, em se tratando do pop rock brasileiro.

Pra quem endossa tal tese, uma obra dos Engenheiros do Hawaii serve particularmente de prova, unindo arte e senso crítico: Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém. Continuar lendo