Brasil 2×1 Espanha, Copa do Mundo de 1962 => Seleção sofre, vira contra a Fúria e sobrevive no Chile

brasil 2x1 espanha 1962Um jogo especial como este, tenso, montanha-russístico, requer narrativa extra. Vou portanto usar uma ucronia, baseada nos melódicos irmãos Carlos. Continuar lendo

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Especial Copa do Mundo => As 5 camisas mais bonitas usadas pela Seleção Brasileira

seleção brasileiraNem só de tática, de técnica, do jogo em si vive a Copa do Mundo. Os adeptos do bom e velho balípodo também prestam atenção noutros pormenores – entre eles as vestes dos escretes.

Ativei meu lado estético e elenquei, assim sendo, dentre as camisas envergadas pela Seleção Brasileira em mundiais, as que considero mais bonitas.

Privilegiei certames com fotos coloridas disponíveis, melhorando a apreciação. Visualizar arquivos menos nítidos, de Copas antigas, torna o julgamento um tanto complicado. Por isso os evitei. Continuar lendo

“Bota ponta na Seleção, Telê!” => A crítica ao trabalho de Telê Santana no Brasil de 1982

telê santana 1982

(Crédito: ESPN)

O futebol brasileiro dos últimos 30 anos nos habituou às linhas de quatro, ao meio-campo povoado, aos laterais fazendo o corredor e avançando. Mas nem sempre foi assim. Durante bom tempo, a tarefa de ocupar os flancos agudos, ir à linha de fundo e centrar/driblar coube aos pontas. Verdadeiras instituições nacionais.

Telê Santana virou treinador do Brasil justo no período desta transição, em 1980. Procurava ele o equilíbrio entre talento e preparo físico. Um elixir que julgou ter encontrado através do falso ponta – aquele que, escreve Paulo Vinícius Coelho no livro Escola Brasileira de Futebol (ed. Objetiva, 2018), “entrasse em diagonal e jogasse como mais um homem de meio de campo”. Tal qual Telê quando jogador. Continuar lendo

Brasil 5×2 Suécia, Copa do Mundo de 1958 => O dia em que futebol e arte se uniram vestindo azul

brasil suécia 1958

(Crédito: Arquivo/LanceNet)

Cinco minutos de jogo. Repõem a bola Vavá Didi. Do círculo central, o maestro lança Garrincha. Domina o Mané, vence o marcador na ponta direita, penetra a junção da área com a linha de fundo – seu quintal de casa – e carimba a rede por fora.

Pobre Suécia. Mal abriu o placar e já está avisada do que vem aí…

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Campeonato Paranaense, 1967 => Água Verde supera maldição e finalmente conquista o título

Água Verde campeão 1967 - quadro dos campeões

(Foto: historiadoparanaclube.blogspot)

A história dos antepassados do Paraná Clube é riquíssima. Alguns deles, como o Ferroviário, foram vitoriosos e populares, assombrando a dupla Atletiba durante décadas. Já outros precisaram suar bastante a camisa pra ganhar uma tacinha.

Que o diga o Água Verde. Fundado em dezembro de 1914, o tradicional clube curitibano se fundiu ao contemporâneo Savóia em 1926 e mudou várias vezes de nome, mas só foi sentir o gosto do triunfo na reta final de sua existência, espantando em 1967 a urucubaca que rondava a Vila Guaíra. Continuar lendo

The Best => Prêmio mostra tendência da FIFA em preferir treinadores famosos a grandes trabalhos da temporada

premio treinadores fifaSaiu a lista de indicados da FIFA ao prêmio The Best, dado aos destaques da temporada 2016-17 no futebol global. Dentre as 12 opções de treinadores homens, chama atenção a quantidade de nomes de grife como Pep Guardiola, José Mourinho Luis Enrique, os quais não necessariamente realizaram grandes feitos no período. Continuar lendo

Djavan jogador de futebol? Antes da fama, cantor atuou como atacante na base do CSA

Djavan CSA

(Foto: Revista Placar)

A música brasileira está cheia de personagens que um dia sonharam ganhar a vida correndo atrás da pelota. Jorge Ben Jor, Diogo Nogueira, Charles Gavin, Wesley Safadão… Até Lobão teve experiências no futs, sendo treinado por Zizinho no Flamengo, inclusive.

Djavan seguiu igual estrada. Alagoano de Maceió, o futuro hitmaker da MPB experimentou o CSA na década de 1960, trajando azul e branco dos 12 aos 16 anos. Continuar lendo

Chateado com a ausência de Neto na Copa de 1990, Tom Zé compôs música em sua homenagem

cantando com a plateiaSebastião Lazaroni irritou bastante brasileiro ao não convocar Neto à Copa do Mundo de 1990. Gerou-se uma comoção forte no país, praticamente unânime, que em nada aliviou a péssima imagem associada àquela Seleção, eliminada nas oitavas de final pela Argentina.

Entre os revoltados estava Tom Zé, corintiano célebre e amigo pessoal do xodó da Fiel. Continuar lendo

Far From Close (1996) => O baita álbum de Alexi Lalas, símbolo cult da seleção dos EUA

alexi lalas far from closeQuem acompanhou futebol nos anos 1990 lembra bem de um norte-americano ruivo, barbudo e cabeludo, atuando no setor defensivo dos EUA na Copa do Mundo de 1994 e integrando o grupo ianque de 1998.

Este mancebo carismático era Alexi Lalas, notabilizado não apenas pelo soccer, mas também pelas peripécias no ramo da música. Continuar lendo

Libertadores, 1997 => Quase eliminado na fase de grupos, Cruzeiro avança com emoção no mata-mata e conquista o título

cruzeiro libertadores 1997

(Foto: globoesporte.com)

A principal competição boleira das Américas é arisca. Há nela uma mística tão poderosa que mesmo camisas pesadíssimas sentem o baque.

O Cruzeiro sabe disso. Na Libertadores de 1997, o time viu a cara da morte mais viva que Cazuza, em plena primeira fase. Mas se reergueu de forma inconteste: levantando o caneco. Continuar lendo