Grandes álbuns da humanidade brasileira => El Rapto (Cora, 2018)

cora el raptoIf it’s over, let it go…

Esta resenha talvez não saia boa. Peço perdão logo de cara.

Ela, a resenha, talvez não saia boa por uma simples razão: ele, o disco aqui tratado, me deixou estupefato. Sem palavras. Continuar lendo

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1001 grandes álbuns desse mundão (parte 17)

B.B. King - Completely WellA Copa do Mundo anda comendo solta, eu sei, mas a labuta aqui não pode parar. Mês novo chegando, você já sabe: parte nova da lista chega junto o/

Tem bastante coisa sortida na seleção, com ênfase nos anos 1960 e alguns discaços de jazz e blues da época. Nas outra décadas a pegada varia mais.

Habemus brasilidades também. Nesta feita aparecem trabalhos bacanas da Banda Black Rio, Paralamas, Baden Powell, João Gilberto e Capital Inicial homenageando o Aborto Elétrico. Continuar lendo

1001 grandes álbuns desse mundão (parte 16)

john coltrane blue trainDe todas as partes que escrevi da lista por ora (e já foram bastantinhas), talvez esta configure a mais democrática. Ou uma das mais.

Tem ela um quê de jazz hard bop influente. Outro de jazz mais relax. Uma pitada de R&B raiz. Um rock puxado pro psicodélico. Um fusion bacana. MPB. Instrumental. Progressivo. New wave. Hard rock. World Music. Alternativo. Mod. Pop rock.

Enfim, uma boa miscelânea. Bacana de juntar. Bacaníssima de ouvir: Continuar lendo

As 10 melhores músicas desconhecidas do Queen

queen getty imagesA série d’as 10 melhores músicas desconhecidas é das coisas mais divertidas de escrever aqui no blog. Inexplicavelmente, não bolava sequência dela desde novembro do famigerado ano passado. Feio.

Já não era sem tempo de eliminar tamanho fuzuê. Pra tanto, recorri aos sagazes do Queen, cuja vasta obra deixa a tarefa já legal de garimpar raridades ainda mais legal.

Portanto, jovem, taí as minhas eleitas dentre o cancioneiro dos caras. Ah, sempre bom ressaltar: a ordem é meramente ilustrativa. Não reflete critérios qualitativos. Continuar lendo

1001 grandes álbuns desse mundão (parte 15)

joy division unknown pleasuresGosto de reservar a primeira quinta do mês pra postar as novas entranças da listona. Atrasei um pouquinho desta vez. Não ligue. Não foi por mal. Havia apenas outros textos a escrever. Em junho eu volto ao prumo. Quer dizer, vou tentar. Nunca se sabe.

Muito bem. Falemos de música. Agora que me aproximo de 1/3 da tarefa completada, optei por um critério especial. Juntei na parte 15 discos os quais, num passado não tão remoto assim, fiquei horas dias semanas meses escutando. Sem parar mesmo.

A inspiração veio do exemplar da capa. Joy Division nunca foi a minha. Até que, sei lá, o santo bateu e ando ouvindo os caras direto. Sobretudo o Unknown Pleasures, pérola tão influenciadora às bandas de ontem. Hoje. E amanhã. Continuar lendo

Yamandu Costa, Teatro da Caixa, Curitiba => Coisas que lembro do primeiro show que assisti

yamandu costa

(Foto: cwbmania.blogspot.com.br)

Memória é um troço maluco. O tempo passa e o Cérebro fica preguiçoso que só. Tira sonecas existenciais cada vez mais longas. “Lembra aquilo lá?”, você se esforça, aproveitando uma rápida abertura de olho dele – típica de quem só acordou pra remover o excesso de remela. “Leeembro”, responde a massa cinzenta, abafando o bocejo. “Foi massa, né…”. Antes de terminar a frase, lá está o Cérebro virado pro outro lado, roncando alto, de novo, sem revelar maiores detalhes.

Dia desses, por exemplo. Me peguei matutando sobre o primeiro show que assisti na vida. Lembrei do artista (Yamandu Costa). Do local (Teatro da Caixa, em Curitiba). Da circunstância (noitinha). Das companhias (meu pai e minha mãe). Da data, nada. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém (Engenheiros do Hawaii, 1988)

ouça o que eu digo não ouça ninguém_engenheiros do hawaiiMuitos consideram Humberto Gessinger um poeta do nível de Renato Russo e Cazuza, em se tratando do pop rock brasileiro.

Pra quem endossa tal tese, uma obra dos Engenheiros do Hawaii serve particularmente de prova, unindo arte e senso crítico: Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém. Continuar lendo

1001 grandes álbuns desse mundão (parte 14)

blood sugar sex magikPrivilegiando discos do início de suas respectivas décadas, preenchi a nova sequência dos 1001 grandes álbuns desse mundão \o/

Nesta parcial, o mote é a segurança. Busquei trabalhos que conheço – e gosto – há um bom tempo, principalmente os dos anos 1980 e 1990.

Exemplos:

Boy eu ouço desde criança (sem trocadilho).  Use Your IllusionKill ‘Em All Ten chegaram na puberdade/adolescência, cada qual num momento específico, enquanto Blood Sugar entrou na fase adulta e fincou lugar imutável nas esferas super-superiores das minhas preferências audiófilas. Culpa do auge de John Frusciante…

Pois bora encerrar o prólogo e conferir a parte 14 inteira?  Continuar lendo

9 músicas essenciais pra se ouvir na vida => Luiz Rock

luiz rock_teatro positivo 2016

(Foto: Produtora Prime)

Havia um tempinho que o quadro andava parado. Mais de um ano e meio. Reativá-lo, portanto, era algo que devia ser feito com estilo. Firmeza.

Sabendo disso, convoquei o sagaz Luiz Rock ao front. Ele não titubeou e selecionou as três trincas de canções que considera essenciais pra se escutar vidão afora. Escolhas estas que abrangem épocas diferentes, bastante interessantes.

Olha só: Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Ventura (Los Hermanos, 2003)

ventura los hermanosO disco de estreia era bom. Misturava guitarra e metais de um jeito diferente do feito por Skank ou Paralamas do Sucesso no mainstream. Hardcore bem cantado.

O segundo? Legal também. Rompia a fórmula dos hits pop padrão, entrava na MPB. Aquele carinha de voz rouca, que assumia o mic vez ou outra, emitia claros sinais de talento na composição.

Mas o terceiro… Ali a banda mostrou, realmente, a que veio. Com Ventura (2003), os barbudos do Los Hermanos encontraram o equilíbrio entre rock e música popular brasileira, dando espaço pra Rodrigo Amarante desabrochar nas letras/gogó, oferecendo companhia sagaz à Marcelo Camelo. Continuar lendo