Contos e afins => Colcha de retalhos existenciais

As coisas mudam.
Passou de mim, como até mim veio, esse episódio na sombra:
você sentada na cadeira de palhinha.
“Posso ouvir o vento passar,
posso falar da tarde que cai,
posso até ficar triste se eu quiser”.
Lá estão as palavras, voando embaralhadas.
“Mas não posso deixar tudo como está”.
(Não havia nada de divertido nela). Continuar lendo

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Slash e Republica => Uma noite de protagonismo plural na Live Curitiba

foto 3 (1)AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!! Marion Crane está apavorada. Na sua época não tinha sequer cor, tudo filmado preto e branco, quanto mais esses verborrágicos solos de guitarra de Slash. Que te xingam e chamam de meu bem ao mesmo tempo, ao mesmo bend. Esse solo aí de agora: Wicked Stone: quanto tempo dura? Dez? Quinze? Vinte? Trinta minutos? Saaabe Deus! A sensação é de que você pode sair, descer a canaleta do Portão, pegar o Santa Cândida/Capão Raso, ir pra casa, comer uma coisinha, ouvir o álbum Living the Dream, lançado em 2018 e atualmente promovido por Slash, ouvir o tal álbum inteirinho, pegar o vermelhão de volta, re-adentrar a Live Curitiba e, sim, ele ainda estará tocando. o bendito. solo. Marion Crane não sabe lidar com isso. Já lhe basta a morte certa acenando em Psicose, filme cuja cena – A cena – da personagem de Janet Leigh berrando no chuveiro, surge imortalizada – em cores! – na camiseta trajada por Slash bem diante de nossos olhos, bem diante no palco. Continuar lendo

Rodrigão está chateado

Não é uma noite normal. Não. Definitivamente, não. A negativa pendular da cabeça, esquerda, direita… Esquerda, direita… O gingado do corpo sem ginga, que desobedece o que a mente planejou… Tudo isso atesta: não é uma noite normal. Não uma deste começo de 2019, pelo menos. Não uma das que ele se habituou a viver usando verde e branco. Continuar lendo

5 bons “álbuns brancos” (além daquele dos Beatles)

Lightning To The Nations diamond head 1980O sucesso do auto-intitulado trabalho dos Beatles de 1968 transformou a música popular – em muitos sentidos. Entrando à posteridade graças a boas canções e ao minimalismo da capa, o LP duplo seria conhecido ao longo dos séculos XX e XXI pelo famoso termo The White Album.

Após o êxito de John, Paul, George e Ringo, vários artistas se aventuraram nos próprios ~~álbuns brancos~~. Algumas vezes chamando-os assim deliberadamente (existe até uma banda de folk dinamarquesa batizada The White Album), outras revisitando a simplicidade da embalagem.

Tomei a liberdade, portanto, de separar cinco destes registros sonoros, os quais considero interessantes. Confira a lista abaixo, xóvem, ordenada sem nenhuma intenção prévia: Continuar lendo

1001 grandes álbuns desse mundão (parte 27)

mccartney II 1980Seguem os trabalhos, firmes e fortes. Com uma coisa de jazz aqui, outro folk/country ali, pop acolá, a parte 27 dos 1001 grandes álbuns desse mundão baseia-se bastante nas vertentes bacanudas do bom e velho rock, além de seu complemento – o igualmente bom e velho roll. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Cássia Eller ao Vivo [Violões] (Cássia Eller, 1996)

cássia eller ao vivo [violões] 1996Quando quer, ao contrário do que se costuma dizer, Deus escreve certo por linhas cristalina-e-belamente retas. O caso de Cássia Eller é emblemático: quis o todo-poderoso que o melhor trabalho da cantora, aquele que mais se aproxima de sua essência, e que lhe faz mais justiça, fosse justo um ao vivo. Simples. Visceral. Continuar lendo

1001 grandes álbuns desse mundão (parte 26)

wings at the speed of sound - wings 1976Paul McCartney voltou a tocar em Curitiba neste 2019 em que escrevo, quase três décadas após o primeiro e, então, único show por aqui. Fãs de Beatles ficamos todos em polvorosa. Continuar lendo

A regra é clara: bordão de Arnaldo Cezar Coelho pode ter surgido em famoso Atletiba dos anos 1960

Arnaldo Cezar Coelho popularizou a frase “a regra é clara” nos tempos de comentarista de arbitragem na Rede Globo. Mas o termo lhe surgiu antes, quando ainda apitava. Em entrevista exclusiva, ele revelou a possibilidade de ter dito o bordão pela primeira vez no vestiário do estádio Durival Britto e Silva, ao fim do emocionante Atletiba que sacramentou o Campeonato Paranaense de 1968.

03.31 - final 68

(Foto: Arquivo/GRPCOM)

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Paul McCartney usa a experiência pra, mesmo sem “Yesterday”, ganhar os fãs de Beatles no retorno a Curitiba

foto 1 (2)John se foi em 1980. George em 2001. Ringo segue ativo, mas detém parte pequena do espólio. Ver Paul McCartney, portanto, é o mais perto que um indivíduo pode chegar da experiência de um show dos Beatles. E Curitiba não via Paul faz tempo… Desde dezembro de 1993.

Pois a espera terminou neste sábado (30), às 21h29. Um minutinho antes do combinado tabelado, alegrando o estádio Couto Pereira (mais de 42 mil cabeças sortidas presentes) e encerrando a perna sul-americana da turnê Freshen Up, em suporte ao álbum Egypt Station (2018). Continuar lendo