Copa do Mundo de 1999: Jogando em casa, EUA batem a China de Sun Wen nos pênaltis e conquistam o segundo título mundial

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Brandi Chastain extravaza ao converter o pênalti que deu às Stars and Stripes a segunda taça mundial, no lotado Rose Bowl. Alguns consideraram seu ato de tirar a camisa e ficar só de top um desrespeito, enquanto muitos, até hoje, perguntam à lateral o paradeiro da peça preta revelada na comemoração. (Foto: Robert Beck/Sports Illustrated/Getty Images).

A Copa do Mundo de 1999 representou um divisor de águas na seara do futebol feminino. Disputada em grandes estádios, com grandes públicos e num país vencedor na modalidade, os Estados Unidos, a terceira edição do certame aumentou de 12 para 16 o número de participantes e propiciou um largo salto rumo a dias melhores no quesito visibilidade.

Campeã em 1991 e medalha de ouro na primeira Olimpíada a incluir o futebol feminino (Atlanta, 1996), a seleção norte-americana da estrela Mia Hamm confirmou sua força e garantiu o segundo título mundial perante os ávidos olhos de seus torcedores. Continuar lendo

Brasil 4×0 Bolívia, Copa do Mundo de 1930: Time de Píndaro de Carvalho dá adeus ao Uruguai com goleada

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Usando a camisa de treino celeste do Uruguai emprestada, bolivianos tentam resistir ao jogo aéreo da Seleção (Foto: Arquivo CBF).

Valia a honra. Tanto Brasil quanto Bolívia não tinham chances de classificarem-se às semifinais da Copa do Mundo de 1930. Derrotados previamente pela Iugoslávia, com quem repartiam o Grupo 2, os dois tiveram de aceitar os europeus abocanhando a única vaga disponível à próxima fase.

Ainda assim, o jogo era importante. Os brasileiros, cabeças de chave, favoritos prévios do grupo, queriam apagar a impressão da estreia ruim e os conflitos de bastidores*. Já os bolivianos ansiavam a primeira vitória numa peleja internacional. Continuar lendo

Japão 0x1 Brasil, Copa do Mundo de 1991: Gol chorado de Elane dá a vitória à Seleção, na estreia em mundias

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Elane (extrema esquerda, próxima ao árbitro) sai em celebração ao marcar o gol da vitória contra o Japão. (Foto: Frame de vídeo/Rede Globo).

Vuco-vuco na área japonesa. A bola vai de encontro à zagueira Elane que, de joelho, ajeita, bate e faz o único gol do jogo, logo aos quatro minutos, no New Plaza Stadium. Continuar lendo

Copa do Mundo de 1995: Noruega conquista o título com 100% de aproveitamento e apenas um gol sofrido

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Gro Espeseth ergue a taça no mesmo estádio Råsunda onde o Brasil sagrou-se campeão mundial pela primeira vez, entre os homens. (Foto: Reprodução/Lance).

Campeã do Torneio Internacional de Futebol Feminino de 1988, a Noruega entrou na Copa do Mundo de 1995 pensando alto. Quatro anos antes, no primeiro mundial organizado pela FIFA, o país ficou no quase, perdendo a taça para os EUA. Agora, na Suécia, as comandadas de Even Pellerud queriam mais. E conseguiriam mais. Continuar lendo

Brasil 0x0 Itália, Copa do Mundo de 1994: Seleção domina a final, mas tetra só vem nos pênaltis

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(Foto: Omar Torres/AFP)

Baresi. É um milagre ele estar em campo, hoje. No começo do segundo tempo contra a Noruega, o líbero/zagueiro foi dado como fora da Copa do Mundo de 1994. Rompeu o menisco do joelho direito. Era apenas o segundo jogo da Itália, fase de grupos. Cedo demais para alguém tão importante (campeão em 1982) dar adeus. Baresi submeteu-se à cirurgia, foi para o sacrifício e, 25 dias depois, está de novo pisando a grama dos Estados Unidos. De novo com a braçadeira de capitão. Baresi vai para a cobrança. E isola. Continuar lendo

Iugoslávia 2×1 Brasil, Copa do Mundo de 1930: Seleção demora a esquentar na estreia e se complica no Uruguai

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Ataque da Seleção exige trabalho do goleiro Jacsik (Foto: arquivo CBF)

O debute brasileiro na competição mais importante do futebol foi uma autêntica e literal gelada. Continuar lendo

Especial Copa do Mundo => As 5 camisas mais bonitas usadas pela Seleção Brasileira

seleção brasileiraNem só de tática, de técnica, do jogo em si vive a Copa do Mundo. Os adeptos do bom e velho balípodo também prestam atenção noutros pormenores – entre eles as vestes dos escretes.

Ativei meu lado estético e elenquei, assim sendo, dentre as camisas envergadas pela Seleção Brasileira em mundiais, as que considero mais bonitas.

Privilegiei certames com fotos coloridas disponíveis, melhorando a apreciação. Visualizar arquivos menos nítidos, de Copas antigas, torna o julgamento um tanto complicado. Por isso os evitei. Continuar lendo

“Bota ponta na Seleção, Telê!” => A crítica ao trabalho de Telê Santana no Brasil de 1982

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(Crédito: ESPN)

O futebol brasileiro dos últimos 30 anos nos habituou às linhas de quatro, ao meio-campo povoado, aos laterais fazendo o corredor e avançando. Mas nem sempre foi assim. Durante bom tempo, a tarefa de ocupar os flancos agudos, ir à linha de fundo e centrar/driblar coube aos pontas. Verdadeiras instituições nacionais.

Telê Santana virou treinador do Brasil justo no período desta transição, em 1980. Procurava ele o equilíbrio entre talento e preparo físico. Um elixir que julgou ter encontrado através do falso ponta – aquele que, escreve Paulo Vinícius Coelho no livro Escola Brasileira de Futebol (ed. Objetiva, 2018), “entrasse em diagonal e jogasse como mais um homem de meio de campo”. Tal qual Telê quando jogador. Continuar lendo

Brasil 5×2 Suécia, Copa do Mundo de 1958 => O dia em que futebol e arte se uniram vestindo azul

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(Crédito: Arquivo/LanceNet)

Cinco minutos de jogo. Repõem a bola Vavá Didi. Do círculo central, o maestro lança Garrincha. Domina o Mané, vence o marcador na ponta direita, penetra a junção da área com a linha de fundo – seu quintal de casa – e carimba a rede por fora.

Pobre Suécia. Mal abriu o placar e já está avisada do que vem aí…

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