Grandes álbuns da humanidade brasileira: Violet Soda (Violet Soda, 2019)

violet soda violet soda 2019Junte uma líder talentosa e carismática, um grande senso pop de composição e referências estéticas interessantes. Não tem erro: o resultado final vai soar bem. É o que atesta o full length de estreia da Violet Soda, lançado no fim de 2019. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira: Amor Louco (Fellini, 1990)

amor louco fellini 1990O mergulho do Fellini no pós-punk foi muito mais profundo do que o realizado por outras bandas dos anos 1980. Quando um grupo desta densidade propõe-se a arejar referências, o resultado pode ficar bastante particular. E interessante. (Pois ficou mesmo). Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira: Sabonetes (Sabonetes, 2010)

sabonetes sabonetes 2010Em 2010, o Sabonetes lançou de maneira independente seu auto-intitulado álbum de estreia. Um trabalho repleto de arranjos calibrados no indie, que tanto influenciou a década anterior, e músicas construídas com uma inegável estrutura pop, de muito refrão e produção caprichada de Tomás Magno. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira: Nó Sem Ponto II (Taco de Golfe, 2020)

nó sem ponto II taco de golfe 2020Transformar as durezas da vida urbana cotidiana em beleza estética: é difícil. Mas… É possível? Não só é, como foi o conseguido pelo Taco de Golfe ao lançar seu segundo disco, Nó Sem Ponto II, em 2020. A coisa mais bela e impressionante que o instrumental brasileiro já produziu em muitos anos. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => MTV Especial: Aborto Elétrico (Capital Inicial, 2005)

capital inicial mtv especial aborto elétrico 2005O Capital Inicial sempre respeitou muito o Aborto Elétrico. Nada mais natural. Alguns de seus principais sucessos (incluindo “Fátima”, “Veraneio Vascaína” e “Música Urbana”) fizeram parte do repertório do lendário conjunto punk de Brasília, e o próprio Capital nasceu das cinzas do projeto que revelou o talento prolífico de Renato Russo.

Em 2005, tal reverência às raízes possibilitou o álbum MTV Especial: Aborto Elétrico, uma prova de como as letras de Renato, ainda numa fase juvenil, já saltavam aos olhos com conteúdo crítico de maior relevo que o da ampla maioria da música brasileira. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Supermercados da Vida (Barão Vermelho, 1992)

barão vermelho supermercados da vida 1992Na cultura online que banalizou efemérides e reviveu quem não tinha mais voz, toda hora urgem artistas celebrando aniversário de obra. Mas nem sempre foi assim. Num passado não distante, podia-se contar nos dedos os conjuntos que atingiam a longevidade. Alcançar 10, ou 15 anos de estrada, era motivo de imensa festa.

O Barão Vermelho completou a primeira dezena de existência em 1991. Estava cheio de gás pelo sucesso crítico do álbum Na Calada da Noite (1990) e acumulava bastante história, sobretudo no que tangia aos integrantes: tivera e perdera a voz de Cazuza; tivera e perdera o baixo de Dé Palmeira; tivera e perdera o sucessor de Dé, o eterno novo baiano Dadi Carvalho; tivera, perdera e recuperara os teclados de Maurício Barros. Ganhara o carismático Rodrigo Santos na vaga de Dadi. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Blindagem (Blindagem, 1981)

blindagem blindagem 1981O Blindagem notabilizou-se, na segunda metade da década de 1970, pelas apresentações que fazia onde pudesse. Parques, praças, festivais, ginásios… Aos poucos, o nome da banda foi circulando além da cidade natal, Curitiba, e do Paraná. Membros-chave entraram na formação (entre eles o vocalista Ivo Rodrigues) e, em 1981, pintou a estreia em disco: Blindagem. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Dois (Legião Urbana, 1986)

legião urbana dois“Ao passo que estamos nos distanciando do referencial externo – governo, política, Estado, poluição -, neste segundo a gente está superinteriorizando. Não temos mais músicas como ‘Soldados’ e ‘O Reggae’, porque a gente já falou daquilo ali. Não vou ficar a vida inteira falando da escola. Agora estamos falando do relacionamento emocional e afetivo das pessoas. No primeiro disco, a gente teve que bater na porta com muita força. Com o segundo, a gente pode falar as coisas sem precisar ficar gritando, porque a porta já está aberta”. Nestas palavras, o líder da Legião Urbana definiu Dois, logo após o lançamento do álbum. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Rock Sensacional (Bolão e Seus Rockettes, 1958)

bolão e seus rockettes rock sensacional 1958O rock and roll surgiu no Brasil de modo semelhante ao ocorrido nos EUA, berço da revolução cultural propiciada pelo inédito poder aquisitivo gozado pelos jovens do pós-guerra. As primeiras canções do gênero lançadas aqui, em compacto, a partir de meados da década de 1950, basicamente reliam o que pintava na América do Norte. Fenômeno comum ao ocorrido, adiante, nos discos cheios que vieram a ser produzidos em território nacional.

Uma das atrações que melhor sintetizaram esta mudança estético-social, no Brasil, foi Bolão e Seus Rockettes. Capitaneado pelo saxofonista paulistano Isidoro (Osidoro, dependendo da fonte) Longano, popularmente conhecido por Bolão, o grupo cristalizou-se no intermédio entre a simplificação do jazz e a ênfase que as formações enxutas do rock, empregando guitarras cada vez mais chamativas, davam ao ritmo. Os metais ainda estavam lá, como atesta o sax proeminente de Bolão, mas a energia sonora dialogava com o frenesi e sensualidade dos refrões, ganchos e licks diretos da nova música que deixava as big bands para trás. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Caetano Veloso (Caetano Veloso, 1968)

caetano veloso_caetano veloso 1968“Quando Pero Vaz de Caminha descobriu que as terras brasileiras eram férteis e verdejantes, escreveu uma carta ao rei: tudo que nela se planta, tudo cresce e floresce. E o Gaus da época gravou”. Misturando o rito do descobrimento do Brasil com a própria gravação do álbum (Gaus era o técnico de som do estúdio), Caetano Veloso abriu um de seus trabalhos mais emblemáticos, numa época em que justapor fazia todo o sentido do mundo – principalmente em nosso país. Continuar lendo