Grandes álbuns da humanidade brasileira => Caetano Veloso (Caetano Veloso, 1968)

caetano veloso_caetano veloso 1968“Quando Pero Vaz de Caminha descobriu que as terras brasileiras eram férteis e verdejantes, escreveu uma carta ao rei: tudo que nela se planta, tudo cresce e floresce. E o Gaus da época gravou”. Misturando o rito do descobrimento do Brasil com a própria gravação do álbum (Gaus era o técnico de som do estúdio), Caetano Veloso abriu um de seus trabalhos mais emblemáticos, numa época em que justapor fazia todo o sentido do mundo – principalmente em nosso país. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Fruto Proibido (Rita Lee & Tutti Frutti, 1975)

rita lee e tutti frutti fruto proibidoA vinda de Alice Cooper ao Brasil, em 1974, gerou um grande e imprevisto legado ao rock nacional. O cuidador das cobras usadas ao vivo pelo astro fez amizade com três músicos locais que estavam lá no Anhembi, assistindo, e decidiu ficar no país após o show em São Paulo.

Os jovens músicos – Rita Lee, Lee Marcucci e Luis Sérgio Carlini – iam gravar um álbum no ano seguinte. Eles não desgrudaram do cuidador de cobras – o inglês Andy Mills -, tornando-o produtor do futuro trabalho. Graças ao ouvido atento do amigo estrangeiro, sintonizado com o que rolava lá fora tanto em som quanto em tecnologia, a banda dos três músicos gerou um clássico do glam brasileiro: Fruto Proibido. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => É Proibido Fumar (Roberto Carlos, 1964)

roberto calros é proibido fumar 1964Encontrar uma identidade pode ser algo difícil para um artista. Nem sempre o norte estético aparece de forma clara, e não são poucos os casos em que a procura dura tanto que ofusca a criatividade. No caso de Roberto Carlos, a resposta veio rápido: o rock jovem americano. Ali estava o cerne da primeira fase de sucesso da carreira do Rei, como bem atesta o álbum É Proibido Fumar. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Cássia Eller ao Vivo [Violões] (Cássia Eller, 1996)

cássia eller ao vivo [violões] 1996Quando quer, ao contrário do que se costuma dizer, Deus escreve certo por linhas cristalina-e-belamente retas. O caso de Cássia Eller é emblemático: quis o todo-poderoso que o melhor trabalho da cantora, aquele que mais se aproxima de sua essência, e que lhe faz mais justiça, fosse justo um ao vivo. Simples. Visceral. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => El Rapto (Cora, 2018)

cora el raptoIf it’s over, let it go…

Esta resenha talvez não saia boa. Peço perdão logo de cara.

Ela, a resenha, talvez não saia boa por uma simples razão: ele, o disco aqui tratado, me deixou estupefato. Sem palavras. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém (Engenheiros do Hawaii, 1988)

ouça o que eu digo não ouça ninguém_engenheiros do hawaiiMuitos consideram Humberto Gessinger um poeta do nível de Renato Russo e Cazuza, em se tratando do pop rock brasileiro.

Pra quem endossa tal tese, uma obra dos Engenheiros do Hawaii serve particularmente de prova, unindo arte e senso crítico: Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Ventura (Los Hermanos, 2003)

ventura los hermanosO disco de estreia era bom. Misturava guitarra e metais de um jeito diferente do feito por Skank ou Paralamas do Sucesso no mainstream. Hardcore bem cantado.

O segundo? Legal também. Rompia a fórmula dos hits pop padrão, entrava na MPB. Aquele carinha de voz rouca, que assumia o mic vez ou outra, emitia claros sinais de talento na composição.

Mas o terceiro… Ali a banda mostrou, realmente, a que veio. Com Ventura (2003), os barbudos do Los Hermanos encontraram o equilíbrio entre rock e música popular brasileira, dando espaço pra Rodrigo Amarante desabrochar nas letras/gogó, oferecendo companhia sagaz à Marcelo Camelo. Continuar lendo

Grandes álbuns da humanidade brasileira => Apresentando Baden Powell e Seu Violão (Baden Powell, 1959)

apresentando baden powell e seu violãoBaden Powell e seu violão suingado. Uma combinação certeira e necessária, comprovada logo no primeiro disco solo do carioca, gravado em apenas dois dias. Continuar lendo